Há um mês o ensino presencial teve seu retorno em Campo Grande, mas de uma maneira diferente, no formato híbrido.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o retorno das 202 unidades escolares é uma conquista para a cidade, após 16 meses de suspensão em razão à pandemia da Covid-19.
Mesmo com o retorno, cerca de 20% dos pais preferiram manter os seus filhos em casa e, para essas crianças, as atividades são realizadas com o uso do caderno e com as orientações fornecidas pela escola em relação ao calendário de conteúdos.
Aqueles que estão indo de forma presencial encontram um cenário completamente diferente daquele que era visto antes da pandemia.
Cada unidade teve que se adequar às regras de biossegurança, como o uso de máscara, aferição de temperatura, aplicação de álcool 70º nas mãos, e intensificação das medidas de higiene e limpeza individual e dos espaços.
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Além disso, os horários de entrada e saída teve alteração para não causar aglomerações.
Caso a unidade escolar ofereça a educação infantil, o horário de entrada, até o grupo 5 (alunos com 5 anos), poderá ser às 7h e às 13h.
Já o ensino fundamental I (alunos do 1° ao 5° ano) às 7h15min e às 13h15min; o ensino fundamental II (do 6° ao 9° ano) às 7h30min e às 13h30min.
Para os alunos do período da manhã, o horário de saída pode ser antecipado para às 10h, e para os do vespertino às 16h.
Por outro lado, o retorno ainda trouxe à tona assuntos importantes e delicados, como casos de abusos sexuais.
Em 10 dias de retornos foram identificados nove casos de abuso sexual em crianças e adolescentes.
Além disso, foi constatado que uma adolescente de apenas 13 anos está gravida, mas, segundo a mãe da jovem, seu caso não se enquadra em abuso sexual.
A Semed realiza ainda, o encaminhamento das vítimas à equipe de psicólogos compostos por 14 profissionais.