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122 ANOS

Uma cidade mais moderna: Capital vive a última etapa do Reviva Centro

Obra deve ser entregue até agosto de 2022; projeto promete entregar shopping a céu aberto

Campo Grande iniciou neste ano a última etapa das obras do Reviva Centro. 

A requalificação está ocorrendo nas ruas dentro do quadrilátero que engloba as avenidas Mato Grosso até a Fernando Corrêa da Costa e a Avenida Calógeras até a Rua José Antônio. 

O projeto pretende modernizar a região e entregar um shopping a céu aberto. A previsão é de que tudo seja concluído até agosto de 2022.

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“[O objetivo é] preparar Campo Grande para o futuro, para deixar a cidade mais moderna, mais inclusiva. É importante também a região central passar a ser tratada com uma mudança de paradigma, de planejamento, em que a gente está ampliando o espaço para os pedestres: Campo Grande sempre foi pensada para os carros”, relatou a Coordenadora da Central de Projetos da Prefeitura de Campo Grande, Catiana Sabadin Zamarrenho, ao falar sobre o Reviva Centro.

A região central passa por requalificação de mais de 28 quilômetros de vias, com drenagem e pavimentação, além de recomposição das calçadas, urbanização e modernização semafórica.

“Nós estamos melhorando as estruturas para deixar o Centro mais atrativo, com infraestrutura mais moderna. Essa fase agora tem sido a mais impactante, porque estamos fazendo a drenagem, então, tem algumas escavações e estamos fechando o trânsito. Essa fase vai até setembro".

"Passando ela, a gente vem com o trabalho mais demorado, que é a recomposição de todas as calçadas, os passeios, onde a gente está trabalhando a acessibilidade. Aí, depois, o recapeamento, vamos fazer iluminação de LEDs e uma iluminação específica para pedestres e o paisagismo e mobiliário urbano, com estações de descanso. Alguns locais vão ficar muito parecidos com a [Rua] 14 de Julho”, relatou Catiana.

Investimento

Para as melhorias, apenas neste trecho foram investidos R$ 100 milhões, dos quais R$ 40 milhões são apenas para a Rua Rui Barbosa, que será requalificada em sua inteireza, assim como a Rua 13 de Maio. 

O valor maior para a rua se deve ao corredor do transporte coletivo que será implementado, com pontos de ônibus semelhantes aos da Bandeiras e da Brilhante. 

Os outros R$ 60 milhões serão divididos entre as demais vias. Segundo a coordenadora, além do mobiliário urbano, a prefeitura também cuidará do paisagismo. 

“Essa região acredito que vai ser uma das mais arborizadas de Campo Grande, porque vamos plantar mais de mil árvores nesse quadrilátero e estamos fazendo a manutenção das já existentes, retirando as comprometidas. Vai ser uma das áreas mais verdes, onde vamos ter um paisagismo muito bonito”.

A Rua José Antônio receberá um tratamento diferenciado. 

No local, será implementado um corredor gastronômico: “A gente quer fazer algumas pinturas. A nossa intenção é a de fazer algo mais cultural, com uma parceria com alguns artistas plásticos, para a gente deixar a via mais colorida”, detalhou.

A região central revitalizada pretende modificar a cultura do carro: ela será toda pensada para os pedestres, com vias de trânsito lento, de no máximo 30 km/h. 

“Um shopping a céu aberto, onde as pessoas possam andar de forma harmoniosa com o transporte coletivo e também com o transporte individual”, disse Catiana.

Esta é a segunda etapa do Reviva Centro, a primeira foi feita na Rua 14 de Julho, onde foram feitas a drenagem, o embutimento dos fios de energia, a pavimentação, a recomposição e alargamento das calçadas e o paisagismo. 

O recurso vem de empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 56 milhões.

Vila dos Idosos, Emei Surian, Rui Barbosa e City Tour foram pagos com ganho cambial

Quando o contrato de empréstimo com o BID foi assinado, o dólar estava na casa dos R$ 3,23. 

Com o passar dos anos e a valorização da moeda americana frente ao real, a Prefeitura de Campo Grande se viu com cerca de R$ 100 milhões em caixa a mais do que havia previsto. 

Com isso, novos projetos foram acrescentados ao plano-piloto, como a revitalização do antigo Clube Surian, que será transformado em uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), a construção da Vila dos Idosos, um condomínio de 40 casas para aluguel social, e a absorção do corredor de ônibus da Rua Rui Barbosa.

De acordo com a coordenadora da Central de Projetos da prefeitura, Catiana Sabadin, além das construções, a contratação de empresas para desenvolver o plano de empreendimentos também foi incluída para ser paga com recursos do Reviva.

“O Surian é um trabalho a mais, a Vila dos idosos já é um trabalho a mais e aumentar a requalificação do espaço já é um trabalho a mais, absorver a Rui Barbosa. São ampliações de meta em função do ganho cambial que a gente teve com o Reviva. O City Tour vamos adquirir um novo, um ônibus moderno, adaptado, com sistema de tradução simultânea – também está sendo financiado com recursos do Reviva. Absorvemos também alguns projetos. Nós contratamos projeto para a nova sede da Agetec [Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação]”, listou Catiana.

Rui Barbosa

No caso da Rui Barbosa, o projeto consumiu mais recursos, por se tratar de uma via com asfalto qualificado para receber ônibus, por isso mais caro. 

Segundo Catiana, a via também receberá um projeto urbanístico diferente das demais: ela começará perto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e terminará na rotatória com a Rachid Neder.

“Ela [Rua Rui Barbosa] tem mais tecnologia. Nós vamos colocar semáforos inteligentes, com controladores, em que há a possibilidade de dar a prioridade de verde para o transporte coletivo. Nós vamos ter estações de embarque inteligentes, que têm uma iluminação com sensor – chegou pessoas ela aumenta – e displays com o horário de chegada das linhas".

"Além disso, a gente tem que trabalhar o pavimento da Rui Barbosa para ônibus, então, a gente tem um pavimento mais robusto para aguentar o tráfego de veículos pesados”, disse a coordenadora.

Casas

A criação da Vila dos Idosos foi um acréscimo nas casas que já estavam previstas para serem feitas na região central. 

O projeto original previa mil residências no Centro, agora, serão 1.040. As casas do condomínio abrigarão somente pessoas acima dos 60 anos, sem filhos ou netos.

Diferentemente das outras casas, que serão compradas por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal por pessoas sorteadas pelo município, esse projeto tem como medida o aluguel social, ou seja, um valor mínimo será cobrado das pessoas que residirem nessas casas. 

O projeto está orçado em torno de R$ 10 milhões.

A previsão é de que tanto as casas à venda quanto a Vila dos Idosos fiquem prontas até 2023. 

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