A onça-pintada encontrada em novembro do ano passado com queimaduras na Serra do Amolar, no Pantanal, e solta no local em janeiro, está em boas condições, caçando, nadando e andando em média 8 km por noite.
A onça chegou ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em 3 de novembro, ferida. Com ela, tinha outra da mesma espécie, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Além das queimaduras, uma perícia realizada no corpo do animal, identificou projéteis de armas de fogo alojados em seu corpo, o que significa que os animais foram vítimas de caçadores.
Uma investigação foi aberta para identificar o projétil que foi encaminhado para análise no Instituto de Criminalística onde o calibre e o tipo da arma poderão ser descobertos, ajudando a polícia a instaurar um inquérito e realizar as diligências na região e identificação dos culpados.
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Os animais estavam muito debilitados e desidratados e não puderam se recuperar sozinho, mesmo com o fornecimento de carne e água pelos primeiros socorristas.
Em janeiro a onça foi solta no seu habitat e, desde então, segue sendo vigiada por um sistema de rastreamento. A coleira contém uma bateria e um chip que a cada hora emite um sinal, capturado pelo satélite e retransmitido ao software de monitoramento.
O monitoramento do animal é realizado pelo Instituto Homem Pantaneiro. As informações colhidas mostram o que o animal fez no dia anterior e o sinal emite a sua localização e distância em tempo real.
As informações repassadas pelo médico veterinário do Cras, Lucas Cazat, nesta sexta-feira (27) mostra que a onça se readaptou ao local de vivência e segue fazendo suas atividades.
“Ela está bem graças a Deus. Verifiquei esta semana como está o seu monitoramento no Pantanal. Ela está ótima, caçando e nadando”, descreveu Cavati.
“É uma sensação de dever cumprido em saber que toda nossa dedicação no seu tratamento teve resultado efetivo”, continuou.
Segundo informações, logo após o retorno, ela comeu uma capivara, caminhou pela região e atravessou o rio a nado.