A licitação para a conclusão da reforma de parte do prédio onde será o Centro de Belas Artes, que foi construído para ser o Terminal Rodoviário de Campo Grande, deve ser publicada este mês.
Porém, apenas um terço do prédio, correspondente a 4,3 mil metros quadrados, receberá a revitalização; a outra parte, de 11,6 mil m², permanecerá como está.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, foi realizada uma atualização no valor do certame, já que a empresa anterior, a Vale Engenharia e Construções, que havia vencido a licitação em 2020, desistiu da obra por causa da valorização que os materiais de construção tiveram durante a pandemia de Covid-19.
Em vez de pagar R$ 3.175.125,66, valor ofertado à Vale, a nova licitação sairá pelo custo máximo de R$ 5,1 milhões, quase R$ 2 milhões a mais do que a proposta anterior.
“Vamos concluir a parte elétrica, hidráulica, completar os ladrilhos. Nesse trecho terá sala de dança, auditório, tudo que estava no projeto original”, declarou Fiorese.
A verba usada no projeto do Belas Artes vem uma parte do Ministério do Turismo e a outra parte de empréstimo feito pela Prefeitura de Campo Grande.
A obra prevê reforma completa, desde as instalações hidráulicas, elétricas, até a arquitetura, passando por iluminação, aparelhagem de ar-condicionado, esgotamento e controle de água da chuva.
Consta no projeto a instalação de linha elétrica fechada, para-raios, redes de tubulação e saídas de emergência, com placas e luminárias de emergência, barra antipânico, degrau antiderrapante e guarda-corpo, previstos em lei para garantir a segurança de servidores e da população.
A pavimentação de parte do piso terá granito polido, madeira e carpete e haverá esquadrias metálicas. As portas de madeira também serão substituídas, e as paredes, revestidas com azulejos.
A previsão é de que até o início do ano que vem o resultado da licitação seja publicado e a conclusão da reforma deste trecho se inicie. O prazo da obra é de 12 meses, ou seja, caso ela comece em 2022, a reforma só ficará pronta em 2023.
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Encerrada a reforma estrutural, conforme Fiorese, o prédio será entregue à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) para que seja aberto outro edital, desta vez para a compra dos mobiliários.
Portanto, o funcionamento de parte do local só deverá efetivamente começar no segundo semestre de 2023, isso se nenhum outro problema ocorrer com a obra.
NOVELA
O local onde será montado o Centro de Belas Artes em Campo Grande completou 30 anos em construção neste ano.
A edificação começou a ser feita em 1991, com a intenção de ser a nova rodoviária da Capital, entretanto, muitos anos depois, em 2007, o projeto passou a ser o que é hoje.
A mudança já tem 14 anos e o local ainda não foi concluído, mesmo com parceria firmada com o Ministério do Turismo no ano seguinte à criação do projeto.
Em 2012, a empresa Mark Construções foi contratada por R$ 6.649.730,08 para terminar a obra, que tinha previsão de ser concluída em um ano.
Porém, no ano seguinte a empreiteira deixou o canteiro de obras sem ter executado todo o projeto.
Como o serviço feito pela empresa, na visão da empreiteira, não foi completamente pago pela administração municipal na época, eles decidiram ingressar com ação na Justiça em 2019, com o objetivo de receber o que, segundo ela, faltava ser depositado referente à construção do local.
No processo que tramita na 1ª Vara de Fazenda Pública de Campo Grande, a denunciante diz que ainda faltam R$ 3.208.976,47 a serem pagos pela prefeitura.
Por este motivo, a Justiça determinou a paralisação da obra, que seria retomada no ano passado, para que fosse feita uma perícia no local, que constataria a necessidade ou não desse pagamento.
Segundo Fiorese, a perícia já foi feita, mas ainda não houve decisão sobre o pagamento ou não à empresa. Mas a obra foi liberada para ser retomada.
OUTRA PARTE
Os outros 11,6 mil m² de área construída onde seria a rodoviária ainda não vão receber intervenção. A prefeitura planejava fazer uma parceria público-privada para este setor, porém, conforme o secretário de Obras, ainda não há previsão para que isso aconteça.