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Índices de criminalidade em Mato Grosso do Sul têm queda em comparação a 2020

O total de roubos caíram de 3.472 em 2020, para 3.043 este ano, o que representa diminuição de 12,4%

Alex Nantes

21/09/2021 - 08h43

A criminalidade em Mato Grosso do Sul de janeiro a agosto deste ano teve queda em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Os índices mostram que o total de roubos caíram de 3.472 em 2020, para 3.043 este ano, redução de 12,4%, dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. 

As maiores quedas foram contra o patrimônio. Em seguida os roubos seguidos de morte (-18,2%), os roubos em vias urbanas (-14%), os roubos aos comércios (-12,2%) e os furtos de veículos (-11,9%).

Em relação aos casos de homicídios dolosos, Mato Grosso do Sul teve queda de 35,48%, sendo registrado 434 em 2020, e 280 em 2021.

Dados mostram que 164 homicídios deste ano já foram elucidados e os autores presos ou indiciados. 

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A taxa de esclarecimentos do estado é de 58,6%, uma das maiores do Brasil, com média nacional de 20%.

Em Campo Grande os índices criminais tiveram quedas. Dos oito monitorados, 12 tiveram redução. 

As maiores reduções foram nos casos de feminicídios (-87,5%) e nos roubos seguidos de morte (-60%).

Em seguida vem os furtos de veículos (-15,3%), os homicídios dolosos (-15,2%), roubos em vias urbanas (-13,4%), no total de roubos (-13%), roubos a comércios (-10,5%) e nos homicídios culposos no trânsito (-2,4%).

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, os números refletem o investimento realizado em Mato Grosso do Sul na área.

“Mato Grosso do Sul tem hoje um dos maiores índices de esclarecimentos de homicídios do país, é também o estado que mais apreende drogas no país e ainda assim apresenta números que são referência nacional”, relatou.

“Essa redução expressiva observada nos números da criminalidade, certamente é resultado da capacidade, empenho e dedicação incessante dos nossos Policiais”, completou.

Em Campo Grande, o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Marcos Paulo Gimenez, afirma que a redução é devido ao aumento expressivo do policiamento nas ruas, principalmente com a implantação do Programa de Obtenção de Capacidade Operacional Plena (OCOP).

“Com o OCOP  nós tivemos uma diminuição de 31% no número de chamadas não atendidas pelo 190, conseguimos atender com êxito 64% de todas as chamadas que chegaram ao telefone de emergência”, afirmou.

“Tivemos um empenho 30% maior de viaturas e uma queda de 70% das ocorrências fechadas por falta de viatura para atendimento”, concluiu o Comandante-Geral da PM.

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