A adoção ou não de um passaporte da vacina em Campo Grande será debatido em audiência pública, na segunda-feira (27), na Câmara Municipal.
O chamado passaporte da vacina prevê que apenas pessoas que já foram vacinadas contra a Covid-19 entrem em alguns estabelecimentos e eventos públicos.
Atualmente, em Campo Grande, apenas eventos privados exigem a apresentação de comprovante de vacina ou teste negativo para permitir a entrada, mas não há obrigação e a exigência fica a critério de cada organizador.
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O prefeito Marcos Trad (PSD) informou ao Correio do Estado que adotará o passaporte da vacina para eventos públicos, mas ainda não houve decreto oficializando a medida.
Quanto ao governo do Estado, o secretário de Saúde, Geraldo Resende, defende o passaporte, mas o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que, por enquanto, a estratégia é de busca ativa para vacinar quem ainda não foi imunizado.
Azambuja, no entanto, disse que discutirá o passaporte com prefeitos das 79 cidades do Estado, para tomar a decisão em conjunto.
Uma decisão deve sair até o fim deste mês.
O passaporte da vacina, já adotado em várias cidades e outros países, ainda causa polêmica na Capital.
Na Câmara Municipal, foram apresentados dois projetos sobre o tema, um a favor da obrigatoriedade do comprovante de vacinação para entrada e circulação por alguns locais e outro contra.
Os vereadores Camila Jara e Ayrton Araújo, ambos do PT, apresentaram projeto que prevê que o Município deve cobrar o passaporte de candidatos de concursos públicos municipais e para entrar em estabelecimentos públicos municipais, creches, escolas, espetáculos artísticos e esportivos.
Já o vereador Tiago Vargas (PSD) propôs projeto de lei que garante a livre circulação de pessoas que não querem se vacinar contra a Covid-19.
Audiência
A audiência pública sobre o tema foi convocada pela Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e Direitos Humanos, composta pelos vereadores Camila Jara (presidente), Júnior Coringa (vice), Valdir Gomes, Clodoilson Pires e Ademir Santana.
O debate será realizado a partir das 14h no Plenário Oliva Enciso, na sede da Casa de Leis, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube.