Campo Grande é única cidade brasileira e uma das cidades da América Latina destacadas por promover ações voltadas às mudanças climáticas, de acordo com dados do informativo “Mudanças climáticas: riscos e oportunidades nos municípios da América Latina” divulgados pela Carbon Disclosure Project (CDP) e pelo Programa Segurança Energética para a América Latina (EKLA).
A Capital é reconhecida por criar parques, áreas verdes e quatro centros de educação ambiental, onde se encaixa em risco reduzido para o capital natural.
Os parques arbóreos localizados em Campo Grande são o Parque das Nações Indígenas, Praça Itanhangá, Horto Florestal, Parque do Sóter, Praça Belmar Fidalgo, Parque Estadual do Prosa, Parque Ayrton Senna, Parque dos Poderes, Praça Ary Coelho, Orla Morena e a Orla do Aeroporto.
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De acordo com a representante do CDP, Hannah Corina, Campo Grande é um exemplo para outros municípios da região.
“São investimentos destinados à criação de parques e áreas verdes no município, além dos investimentos em conscientização, com a criação e manutenção de quatro centros de educação ambiental”.
O informativo conta com 14 países da América Latina, 293 cidades e 147 milhões de habitantes.
A pesquisa mede os riscos e oportunidades referentes às mudanças climáticas.
Brasil, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Argentina, Peru, Bolívia e Uruguai registraram 548 inundações desde o ano passado.
A América Latina teve 330 tempestades que ocasionaram 29 milhões de pessoas e cinco mil mortes desde 2020.
Dos 293 municípios participantes da pesquisa, 274 municípios reportaram ao menos uma ameaça e 1.153 perigos relacionados à mudança do clima.
Os perigos climáticos que mudanças climatológicas podem causar são:
- 30% tempestades
- 16% inundações
- 14% calor extremo
- 13% escassez hídrica e secas
- 9% perigos biológicos
- 7% incêndios
- 6% deslizamento de terra
- 3% frio extremo
- 2% mudanças químicas
As oportunidades que as mudanças climáticas podem causar são:
- 13% são de gerenciamento de resíduos
- 11% eficiência energética
- 10% projeto resiliência climática
- 9% risco reduzido para o capital natural - Campo Grande situa-se em risco reduzido para o capital natural.
- 8% transporte sustentável
- 7% setor de turismo
- 7% de gestão hídrica
- 7% agricultura e alimentação
- 6% oportunidade para parcerias
- 6% financiamentos
- 5% tecnologias limpas
- 4% construção sustentável
- 3% eficiência nas ações
- 2% economia circular
- 1% mercado de carbono
Dos 293 municípios participantes da pesquisa, 180 municípios reportaram oportunidades referentes às mudanças climáticas.
Os riscos à saúde que mudanças climáticas podem causar são:
- 13% de doenças infecciosas transmitidas por vetores
- 10% doenças relacionadas ao calor
- 9% interrupção dos serviços de água
- 8% infecções por água e alimento
- 8% de aumento dos sintomas de doenças crônicas
- 8% interrupção de serviços essenciais
- 8% sobrecarga do sistema de saúde
- 7% doenças relacionadas a poluição do ar
- 6% danos à infraestrutura
- 6% mortes causadas por clima extremo
- 6% segurança alimentar e nutricional
- 5% impactos à saúde mental
- 4% interrupção dos serviços de saúde
- 2% falta de informações e avisos sobre clima.