Uma seriema adulta voltou a andar após um procedimento de confecção de prótese em impressora 3D.
A ave foi atropelada em agosto deste ano e resgatada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) que a levou para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS).
“Ela chegou com ausência de uma das pernas devido ao atropelamento. Foi então, realizado procedimento terapêutico, exames clínicos e iniciamos o processo de produção da prótese, no intuito de proporcionar uma melhor recuperação com qualidade vida para essa ave”, explicou o médico veterinário Dr. Lucas Cazati.
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A prótese, feita por filamento especial para essa finalidade, foi produzida em uma impressora 3D, doada pelo naturólogo Richard Rasmussen. O feito foi o primeiro realizado em animais silvestres no país, tornando a Capital pioneira nesta ação.
O veterinário ainda relata que, com este novo procedimento, será possível manter o equilíbrio na natureza.
“Em situações como essa, mesmo que um animal nessas condições não possa voltar a natureza, não haverá impeditivo, por exemplo, de que ele tenha qualidade de vida, continue se reproduzindo e gerando descendentes”.
Em março de 2020, o CRAS realizou um implante de bico em uma arara-Canindé, com reconhecimento nacional entre as instituições de ensino superior.
É importante lembrar que o CRAS já é pioneiro em banco de bicos e por executar esse tipo de manobra que reverbera na preservação das espécies.
O CRAS está localizado no Parque Estadual do Prosa e é uma coordenadoria da Gerência de Recursos Pesqueiros e Fauna do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.