É muito comum pessoas postando ou dizendo nas redes sociais que o WhatsApp foi clonado ou invadido por outras pessoas.
De certa forma, essa ação causa diversos transtornos na vida das pessoas, afetando principalmente amigos e familiares da vítima.
Muitos relatam que os criminosos infiltrados pedem dinheiro se passando pela pessoa na qual estão invadindo o celular.
Durante a pandemia da Covid-19, com as pessoas utilizando as redes sociais de forma mais assídua devido ao isolamento social, os golpes e estelionatos cresceram.
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Como é o caso da jornalista Mariana Azambuja, de 24 anos, que teve seu aplicativo de mensagens clonado pelo golpe da conta falsa.
De acordo com a jornalista, a pessoa usou a foto do perfil e o mesmo status que ela.
“Ela mandou mensagem pedindo que outras pessoas fizessem PIX em uma conta e, em alguns casos, as pessoas que nem tinham o meu contato”, afirmou.
"Eu fiquei acompanhando e vi que depois de duas horas que ele tava usando a minha foto, trocou para o perfil de outra pessoa. Todas as pessoas que ele tentou aplicar o golpe não caíram. Na delegacia o policial orientou que eu não fui a vítima, mas as pessoas que foram contatadas”, continuou.
O investigador da Polícia Civil, Michel Weiler Neves, especialista em Segurança da Comunicação, relata que em qualquer uma das situações a primeira coisa a ser feita é solicitar o bloqueio imediato da conta.
"É importante que as pessoas não passem dinheiro, não façam depósitos, sem antes ligar. Mesmo que seja pai ou mãe, sempre desconfie", alertou.
Confira quais são os golpes mais comuns realizados no WhatsApp e como não cair:
Chip
Um dos golpes mais comuns é o da conta falsa, na qual o criminoso criou uma conta no aplicativo utilizando a mesma foto, nome e status da pessoa.
Depois, ele faz contato com amigos e familiares da vítima alegando que trocou de número. Por fim, pede dinheiro para os outros.
Uma das formas de se proteger é ocultar a foto de perfil do WhatsApp deixando apenas visível para os contatos.
Clonagem
Esse golpe acontece quando o criminoso passa por uma empresa e oferece algo.
Para que a vítima tenha acesso ao produto, o bandido pede que a vítima envie o código de verificação do WhatsApp, que é enviado por SMS para validar as solicitações.
Com o código o criminoso consegue clonar o aplicativo da pessoa e tem todas as informações pessoais que estão no aplicativo.
O próprio SMS enviado pelo mensageiro afirma que o código de verificação não deve ser compartilhado com terceiros.
Espião
Por meio de um software espião uma terceira pessoa pode acessar os dados do aplicativo de conversa e, até mesmo, do celular. O criminoso consegue vigiar a vítima à distância.
Muitas vezes a própria vítima instala o aplicativo espião no celular com um link encaminhado por terceiros.
Para se proteger é necessário ficar atento em quais sites entra e, se possível, instalar um antivírus no aparelho.