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EDUCAÇÃO

Capital resiste e mantém aulas escalonadas até o fim deste ano

Rede Municipal de Ensino está com 85% dos alunos em sistema escalonado; para 2022, tendência é de que 100% dos alunos estejam em sala de aula

A Rede Municipal de Ensino (Reme) vai terminar 2021 com aulas escalonadas entre atividades presenciais e remotas. 

Atualmente, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), aproximadamente 85% dos 109 mil estudantes da rede estão neste sistema, outros 15% se mantêm nas aulas exclusivamente remotas, desse número, cerca de 1,5 mil estão desaparecidos.

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De acordo com o superintendente de gestão das políticas educacionais da Semed, Waldir Leonel, a decisão de seguir dessa forma, apesar de o Estado ter retomado às aulas presenciais, levou em consideração o fato de que as crianças atendidas pela Reme estão, em sua maioria, em uma faixa etária inferior a 12 anos.

Portanto, ainda não tomaram nenhuma dose de vacina contra a Covid-19.

“Não foi uma decisão unilateral, ouvimos o Condae [Conselho de Diretores de Escolas] e a ACP [Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública], optando por manter dessa forma este ano por entendermos que nas escolas do município têm, em sua maioria, um público menor de 12 anos. Temos uma condição diferente de outras redes que voltaram, que já têm a comunidade escolar quase toda vacinada”, declarou Leonel.

Sobre o retorno das aulas 100% presenciais em 2022, o superintendente declarou que a tendência é de que isso aconteça, entretanto, ainda não foi batido o martelo sobre essa situação. 

Segundo Leonel, os dados da pandemia serão levados em consideração para essa decisão. “Para o ano que vem, estamos trabalhando com a possibilidade de voltar 100%, mas depende da saúde. 

Em outros países, temos visto o fechamento de várias atividades novamente, então essa questão tem de ser aguardada para se ter um posicionamento”, afirmou.

A volta ao presencial na Rede Municipal ocorreu no dia 26 de julho e, até agora, conforme a Semed, não foi registrado contágio dentro das escolas e nenhuma instituição viveu surto da doença. 

“Foi positiva a retomada, e um desses aspectos, que os professores nos relatam, é o fato de a sala de aula ter reduzido o número de alunos e, assim, os professores têm conseguido ministrar os conteúdos e tirar dúvidas, aluno por aluno, então o trabalho tem sido eficaz”, avalia.

RETOMADA

Para 2022, a Semed pretende implementar programas que ajudem os estudantes a assimilar o conteúdo por causa do período de fechamento de escolas e aulas remotas.

“Entre o primeiro e segundo ano, vamos fazer uma formação com os professores para que eles passem aos alunos um conteúdo voltado à alfabetização e ao letramento, será uma retomada da aprendizagem, com foco no Português e na Matemática, que são as disciplinas base”, afirmou Leonel.

Para os estudantes do terceiro ao nono ano, será dado outro tipo de recuperação, mas o formato ainda está sendo estudado.

Este ano, a Pasta registrou, assim como em 2020, uma quantia de alunos que não apareceram nas aulas presenciais nem nas atividades remotas. 

A Semed estima que seja cerca de 1,5 mil estudantes, os quais já tiveram os dados encaminhados para o Conselho Tutelar e para o Ministério Público de Mato Grosso do Sul para que seja tomada providências.

VOLTA AO PRESENCIAL

Em Mato Grosso do Sul, algumas cidades já tiveram a retomada das aulas municipais com 100% dos alunos em sala de aula. Sobre isso, a Semed afirmou que tem monitorado como tem se comportado a doença nessas cidades. 

“São municípios pequenos e com poucos casos confirmados. Mas da mesma forma, outros não voltaram”.

Para o presidente da ACP, Lucílio Nobre, a decisão de manter as aulas on-line foi acertada. Ele afirmou que espera poder retomar as atividades no próximo ano, caso os dados da pandemia não estejam novamente problemáticos.

“Foi uma decisão que tomamos em conjunto, e acho que deve continuar este ano. Para dar toda a garantia aos professores e aos alunos em virtude da quantidade de estudantes por sala e ter um intervalo sem causar aglomeração. Mas acredito que ano que vem a doença esteja controlada e esperamos que tenha melhor condição para retorno”, declarou.

Segundo Nobre, esse fim de ano pode ser usado para que a prefeitura termine de adequar as escolas, principalmente em relação à ventilação das salas de aula.  

“Esse tempo vai servir para suprir as carências, para que tenha tudo completo em 2022”, alegou.

CAMPO GRANDE

A Rede Municipal de Ensino tem, atualmente, cerca de 109 mil estudantes, desses, aproximadamente 85% aderiram ao ensino escalonado, com aulas remotas e presenciais, mas outros 15% permanecem apenas com atividades em casa, desde o início da pandemia, em março de 2020.

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