O julgamento do pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, - que confessou matar 7 pessoas em Campo Grande -, foi adiado pela segunda vez. No entanto, a nova data ainda não foi definida.
Na primeira vez, o júri popular estava marcado para acontecer no dia 29 de outubro, mas o advogado que representa o acusado alegou que teria uma viagem pré-agendada para a data, o que impossibilitaria que ele estivesse presente na data inicial e pediu a redesignação do júri.
Com isso, o juiz Aluizio Pereira dos Santos marcou o julgamento para esta quarta-feira (10), às 8h, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, mas foi adiado novamente.
O motivo da vez seria que uma promotora estaria doente.
Cleber responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver por cada um dos sete crimes, descobertos em maio do ano passado.
Conforme informado pelo delegado Carlos Delano, na época, o pedreiro agia com frieza contra suas vítimas, e escolhia perfis semelhantes para atacar, característica que contribui para enquadrá-lo nos conceitos de psicopatia e de assassinatos em série.
Outra característica de Cleber, notada pela Polícia Civil, é a frieza com que tratava os crimes. Após ser preso por um homicídio, ele confessou os demais de maneira tranquila, indicando onde enterrou ou escondeu os corpos.
Vítimas
O primeiro corpo encontrado foi de José Leonel Ferreira dos Santos, de 61 anos. O homem foi morto no dia 2 de maio de 2020, na própria casa.
No dia seguinte ao crime, a família de Cleber se mudou para a residência, fato que fez um vizinho da vítima desconfiar e registrar boletim de ocorrência.
A polícia investigou o caso e, ao ser descoberto, Cleber confessou a morte de José Leonel e outros homicídios, indicando onde havia enterrado cada corpo.
A segunda vítima foi José de Jesus de Souza, de 45 anos, que era ajudante do serial killer.
José foi morto depois de desentendimento com o criminoso.
A irmã do assassino estava morando na casa de José de Jesus e ele também vendeu um terreno que pertencia à vítima.
Geraldo, de 48 anos, também trabalhava com o assassino. Ele foi com o suspeito até um terreno no Zé Pereira com a intenção de limpar e invadir o local.
Chegando no terreno, se desentenderam e o criminoso golpeou a vítima na cabeça com o cabo de uma picareta.
O corpo e a arma do crime foram enterrados no mesmo lugar pelo assassino.
Taíra, 74 anos, fazia bicos de jardinagem e foi contratado pelo pedreiro para capinar um lote, na Vila Planalto.
Eles também se desentenderam, Cleber o matou e enterrou o corpo no local. O idoso estava desaparecido desde novembro de 2016.
A família que mora na casa não sabia da existência do cadáver enterrado em uma área concretada, na calçada lateral da residência.
A 5º vítima do serial killer é da própria família. Flávio Pereira, de 34 anos, primo de Cléber foi morto em 2015, depois de uma briga por terreno que pertencia à vítima. Após o crime, o pedreiro vendeu a propriedade para um barbeiro, de 53 anos, por R$ 50 mil.
Sexto corpo encontrado é de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que estava desaparecido desde abril de 2019.
Cléber conheceu Claudionor como caseiro em uma chácara, resolveram fazer juntos um investimento em imóvel, mas acabaram brigando.
O suspeito matou e levou o cadáver no terreno de uma casa no bairro Sírio Libanês e vendeu a motocicleta da vítima.
Última vítima foi Timóteo Pontes Roman, de 62 anos. Ele contratou o pedreiro para fazer reparos na calçada da casa onde morava, na Planalto, onde foi morto com duas pauladas na cabeça e o corpo jogado em um poço de mais de 10 metros, nos fundos da casa.