Cidades

Covid-19 na Europa

Na Alemanha, Merkel vê onda dramática de Covid e mais 6 países elevam restrições

Com ocupação das UTIs ultrapassando 80%, o governo alemão vai se reunir com os governadores dos para decidir como conter a crise.

Ana Clara Santos

17/11/2021 - 20h00

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O número de novos casos de Covid bateu recorde na Alemanha nesta quarta (17) e levou a primeira-ministra Angela Merkel a chamar a atual onda de infecções de "dramática".

Na semana encerrada no domingo (14), o número de novos casos já havia saltado 50% entre os alemães – na comparação com os sete dias anteriores–, a terceira maior alta global segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), após os Estados Unidos e a Rússia.

Com as internações hospitalares em alta e a ocupação das UTIs ultrapassando 80% em algumas regiões, o governo alemão vai se reunir com os governadores dos 16 estados para decidir como conter a crise.

Países em que as medidas podem ser tomadas de forma centralizada, como Bélgica, Irlanda, Suécia, Dinamarca, Eslováquia e República Tcheca, anunciaram novas restrições nesta quarta, juntando-se à Estônia e à Holanda, pioneiras na reação ao novo avanço da pandemia.

A Áustria nesta segunda determinou restrições aos não vacinados: eles só podem sair de casa por motivos essenciais, sob pena de pagarem multa de 1.450 euros ( R$ 9.000). Nesta quarta, o país bateu recorde no número de infecções.

A tendência de alta no contágio na Europa não é nova, mas está ficando mais preocupante, segundo entidades de saúde. 

Na semana de 8 a 14 de novembro, o continente completou a quinta semana consecutiva de aumento, impulsionado pela maior circulação de pessoas, pela chegada do frio —que aumenta a concentração em locais fechados— e pela dificuldade em elevar a porcentagem de população vacinada.

Na Alemanha, a taxa de vacinação é de 68%, muito longe dos cerca de 90% recomendados para reduzir a circulação do Sars-Cov-2. A porcentagem é de 65% entre os austríacos, 58% entre os tchecos e 44% entre os eslovacos. Na Bélgica, são 75%.

De acordo com a OMS, o número de casos semanais saltou em 8% em relação aos sete dias anteriores. A preocupação cresceu ainda porque agora também o número de mortes está crescendo: foram 5% mais óbitos na semana encerrada no último domingo (14), em relação à anterior.

"Todos os sinais de alarme são vermelhos", disse Alexander De Croo, premiê da Bélgica, que a partir do dia 20 vai reimpor o trabalho remoto quatro dias por semana, o uso obrigatório de máscara a partir dos 10 anos de idade e o distanciamento físico compulsório.

Segundo o ministro da Saúde belga, Frank Vandenbroucke, o país vive "uma explosão de infecções". De acordo com o governo belga, o número de leitos hospitalares ocupados dobrou em 15 dias. "Se não levarmos as medidas a sério, não chegaremos ao fim disso", afirmou Vandenbroucke.

O governo belga também decidiu aplicar a terceira dose de vacina anti-Covid em todos os já imunizados —até agora, ela era restrita a idosos e vulneráveis.

O vermelho não se acendeu apenas nos alarmes belgas, mas se espalhou por todo o mapa da Europa. Suécia, Dinamarca, Eslováquia e República Tcheca decidiram aumentar as restrições para quem não estiver completamente vacinado.

O governo sueco anunciou que, a partir de 1º de dezembro o certificado de vacinação será pela primeira vez obrigatório para qualquer evento com mais de cem pessoas, e a Dinamarca, uma das primeiras nações europeias a retirar todas as restrições, vai retomar a obrigatoriedade de seu passaporte Covid.

Na Eslováquia, que também bateu recorde de novos casos nesta quarta, o certificado será obrigatório para trabalhar e para frequentar lojas não essenciais, e na República Tcheca, testes não serão mais aceitos para frequentar reuniões ou serviços públicos: será exigida a imunização.

A Irlanda, como a Bélgica, pretende retomar o trabalho de casa sempre que possível e impor um toque de recolher para bares e casas noturnas, à meia-noite.

De acordo com o governo, um novo confinamento amplo só não é necessário porque o país tem uma das mais altas taxas de vacinação completa: 89% dos maiores de 12 anos.

Na França, o governo já fala em uma quinta onda de Covid, a mesma contagem usada pela Suíça. Nesta quarta, mais de 20 mil franceses tiveram resultado positivo para o coronavírus, a marca mais alta desde agosto.

Na Suíça, onde a vacinação estacionou na taxa de 65% da população, autoridades de saúde devem se reunir na quinta para avaliar novas medidas. Um pico de novas infecções já se refletiu em hospitalizações, e as UTIs chegam a cerca de 75% de ocupação.

CAMPO GRANDE

Servidor municipal terá 9 dias de folga no fim do ano, em escala de revezamento

Quem vai trabalhar na semana do Natal irá folgar na semana do Ano Novo e vice-versa

05/11/2026 11h48

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Rio Verde de Mato Grosso

Idoso de 85 anos morre após incêndio em residência

Suspeita é de que houve curto-circuito em ventilador localizado em um dos cômodos

05/11/2026 11h15

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador Foto: Reprodução / Enfoque MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).