O volume de pessoas atendidas pela saúde suplementar voltou a crescer em Mato Grosso do Sul após cinco anos, é o que indicam os números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os dados mais recentes - de setembro último - indicam que no Estado, 612,3 mil pessoas são assistidas por plano de saúde, ou seja: são 13,1 mil pessoas a mais que as 599.196 verificadas no mesmo período do ano passado. O total de assistidos por planos de saúde só não supera os 658.736 que eram pagavam por este tipo de atendimento em 2018.
De 2020 para cá, o pior em volume de cobertura desde 2017 o crescimento foi de 2,2%.
Em Campo Grande, também houve crescimento: havia 247.514 clientes de plano de saúde em 2020, e agora são 251.283.
No setor, os dados são alentadores, e tem animado os executivos dos planos de saúde. Com isso, 21,6% da população sul-matrogrossense contam com cobertura de plano de saúde privado.
O que justifica?
O presidente da Unimed Campo Grande, que está entre os maiores planos de Mato Grosso do Sul, o aumento de usuários na saúde suplementar está diretamente ligado a uma melhora do desempenho econômico do Estado. “Naturalmente permite que as empresas contratem um maior número de funcionários e, se estas são, por si só, clientes de operadoras de planos de saúde, acaba gerando um aumento no número de beneficiários em sua carteira”, explicou.
“Ressalto ainda que o crescimento do mercado e da nossa carteira leva também em consideração a iniciativa empresarial industrial de Ribas do Rio Pardo e a consolidação da cooperativa como uma operadora que tem nota máxima no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), além de diversos prêmios em reconhecimento pela assistência à saúde de qualidade prestada aos nossos clientes”, complementou.
Flexibilização?
A Federação Nacional dos Planos de Saúde (Fenasaúde), entidade que reúne os 15 maiores planos de saúde do Brasil, acredita que os números refletem uma preocupação cada vez maior com a saúde por parte dos brasileiros.
A FenaSaúde ainda aproveitou a divulgação dos números para tentar flexibilizar a regulamentação do setor. Os planos falam em ampliar a escala, reduzindo as exigências. Há um Marco Legal da Saúde Suplementar tramitando no Congresso Nacional.
As grandes operadoras querem maior segmentação, com mais modalidades de cobertura; novos modelos de franquias e coparticipação; e mais liberdade para a comercialização de planos individuais, com regras competitivas para preços e reajustes. Por outro lado, há resistências não somente dos setores da saúde pública, mas dos órgãos de defesa do consumidor sobre a segurança jurídica destas alterações.
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“Outro ponto importante é diversificar e ampliar os tipos de coberturas que podem ser oferecidos, a chamada modulação de produtos, pois hoje são apenas cinco opções, restringindo a criação de opções adequadas para o perfil de cada família ou empresa”, ressalta a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente.
A FenaSaúde que representa 40% do mercado de planos e seguros privados de assistência à saúde e exclusivamente odontológicos. São filiadas da entidade as empresas Allianz Saúde, Amil, Bradesco Saúde, Central Nacional Unimed, Gama Saúde, Golden Cross, Itauseg Saúde, Metlife Planos Odontológicos, NotreDame Intermédica, Odontoprev, Omint, Porto Seguro, Sompo, SulAmérica e Unimed Seguros Saúde.
Veja os números de usuários de plano de saúde em Mato Grosso do Sul nos últimos cinco anos
Setembro/2021: 612.320
Setembro/2020: 599.196
Setembro/2019: 605.316
Setembro/2018: 602.572
Setembro/2017: 658.736
Agora, o número de usuários de planos de saúde em Campo Grande
Setembro/2021: 251.283
Setembro/2020: 247.514
Setembro/2019: 248.577
Setembro/2018: 254.508
Setembro/2017: 263.596