A cidade de Campo Grande teve mais registros de acidentes de trânsito, neste ano, do que em 2020.
Segundo o levantamento de dados do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), realizado pelo B.I/CADG (business intelligence/Computer Aided Dispatch Georeferenced), 9.671 acidentes foram registrados em 2021, 380 a mais do que ano passado.
De acordo com o BPM, o registro das ocorrências ficou mais acessível desde 2019, quando o sistema de registro online foi criado.
A Polícia Militar associa o aumento de ocorrências registradas ao sistema do boletim de ocorrência online, que proporciona o registro do sinistro do lugar de onde o cidadão estiver.
No levantamento da BPMTran, entre os anos de 2020 e 2021, a avenida Afonso Pena (7,8 quilômetros de extensão) ocupa o primeiro lugar em número de acidentes.
Em segundo lugar, a Avenida Duque de Caxias ( 6,1 quilômetros), e em terceiro as avenidas Mato Grosso e Guaicurus ocupam o mesmo espaço.
De acordo com o tenente-coronel, Wellington Klimpel do Nascimento, as vias onde mais ocorrem acidentes, apresentam fluxo intenso de veículos, por serem caminhos que ligam lados opostos da Capital.
A pesquisa também mapeou o comportamento do condutor de trânsito campo-grandense, que em 2020, dos 9.291 acidentes registrados, 7.301 foram por falta de atenção dos envolvidos.
Em 2021, dos 9.671 sinistros, 7.636 foram também por desatenção. Os meses de maio (903), junho (926) e setembro (916) foram os que mais ocorreram registros neste ano.
Em 2020, os meses de novembro (910), outubro (912) e dezembro (926) foram o topo de sinistros.
Ainda segundo a pesquisa, a sexta-feira é o dia da semana que mais ocorreram acidentes em 2020 e 2021, e o horário também se repete desde 2020, às 17 horas.
Segundo o comandante do BPMTran, até o dia 1º de dezembro deste ano, 70 pessoas morreram em consequência de acidentes de trânsito na cidade.
Além disso, o comandante faz um apelo à população da Capital, para que estes sejam preventivos na hora de dirigir, para assim evitar acidentes, prejuízos materiais e morte.
“O condutor, quando estiver no seu veículo, tem que ter mais atenção no seu dia a dia”, conclui o comandante.