O projeto de lei já declarado inconstitucional, Escola sem Partido, gerou consequências desastrosas na Escola Estadual Bonifácio Camargo Gomes, em Bonito (MS).
No dia 19 de outubro deste ano, uma professora de Geografia do 9º ano foi censurada e perseguida por uma aluna após uma aula sobre os problemas ambientais e o agronegócio.
De acordo com informações do site o Joio e o Trigo, a aula da professora, que preferiu não ser identificada, foi filmada por uma aluna que se sentiu ofendida pela forma que o assunto foi abordado. No dia seguinte, a profissional foi chamada pela direção da escola para prestar esclarecimentos
Além disso, o pai da aluna também a denunciou ao prefeito da cidade, Josmail Rodrigues (PSB), alegando que se sentiu menosprezado pela fala da professor sobre o agronegócio. Ele também teria se referido ao marido da docente como “cacique” por ele ser indígena.
Ainda conforme informações, depois após o ocorrido a professora foi informada que a Polícia Militar foi à escola, a pedido do vice-prefeito, Juca Ygarapé, pois, de acordo com a aluna, ela teria sido coagida pela docente.
A professora solicitou a apoio do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) de Bonito e da Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (FETEMS)
Por sua vez, a Federação informou em nota que repudia “de forma veemente, a perseguição aos/às professores/as da educação básica do Estado de Mato Grosso do Sul.”
E ainda alega que gravar áudios ou vídeos de professores sem o consentimento fere o direito à imagem e à liberdade de expressão e pensamento.
Por fim, a entidade presta solidariedade a todos os professores que já sofreram ou estão sofrendo perseguição no exercício da profissão e pede que o Ministério Público se manifeste por meio oficial.