Cidades

MAIS LEITOS

Após 4 anos, Santa Casa reabre leitos psiquiátricos e de dependência química

Recurso utilizado para reabertura dos leitos foi de R$ 66 mil

A Santa Casa de Campo Grande reabriu 21 leitos destinadas à pessoas com transtornos mentais e dependentes do uso de drogas, como crack e álcool. 

São 20 leitos de internação e um de observação. Os leitos estavam inativos desde 2017 e foram reativados na manhã desta segunda-feira (27). 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, os leitos atendem pessoas com necessidades psicossociais.

Os leitos serão destinados para pessoas com doenças psiquiátricas que necessitam de internação.

Pacientes serão encaminhados de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para os leitos hospitalares, caso seja necessário.

O recurso utilizado para revitalização foi de R$66 mil, de acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa. 

Estrutura do local, camas e gases medicinais já estavam prontos e em boas condições. 

O secretário diz que a demanda por saúde psicossocial tem sido crescente em Campo Grande em razão da pandemia da Covid-19. 

“Hoje estamos reabrindo as portas para atender essa linha que aumentou demais no pós-pandemia, pós esse gargalo que a pandemia levou o sistema de saúde”. 

Todos os pacientes atendidos são exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A realização é uma parceria da Santa Casa da Capital com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Governo Federal.

José Mauro Filho ressaltou que Campo Grande é a capital do Centro-Oeste que mais investiu em recurso da saúde. 

“Campo Grande é uma das cidades que mais investe em recurso público no financiamento da saúde, de acordo com números da Frente Nacional de Prefeitos", disse.

"Aumentamos para 75% a cobertura de atenção primária, que antes da gestão do prefeito era 43%, ou seja, levamos a 75% de um milhão de pessoas”, complementou.

O presidente da Santa Casa, Heitor Rodrigues, afirmou que o objetivo da instituição hospitalar é curar pessoas e salvar vidas. 

"Nós da diretoria somos todos voluntários e fazemos esse trabalho conscientes desse compromisso. A Santa Casa desenvolve um trabalho com muita competência e dedicação. Temos uma missão divina de cumprir a obrigação".

Além disso, comentou que 90% da prestação de serviços da Santa Casa se dá pelo SUS, mas que o Sistema de Saúde "remunera mal o custo de trabalho". 

"O SUS remunera muito mal o custo do nosso trabalho, em média 70%, 30% nós temos que inventar, buscar meios, condições e trabalhos para que possamos suprir essa falta".

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