Logo no começo da manhã desta segunda-feira (27), primeiro dia útil depois do Natal, Corumbá e Ladário sofreram um apagão de telefonia e internet por pelo menos quatro horas.
As duas cidades tiveram impacto e não só consumidores comuns ficaram sem a internet e o telefone, em algumas situações, bem como órgãos públicos ficaram incomunicáveis, como é o caso da Prefeitura de Corumbá e o 3º Grupamento de Bombeiros, que atende toda a região.
A falta de sinal ocorreu em telefones celulares das operadoras TIM, Claro, Oi e Vivo, bem como no sinal de internet dessas empresas, tanto no serviço móvel, como no fixo.
O serviço começou a falhar por volta das 7h e só voltou a ser restabelecido por volta das 11h.
Sem o funcionamento da internet na Prefeitura de Corumbá, o atendimento ao público ficou prejudicado. O governo municipal não divulgou balanço de pessoas que não conseguiram atendimento. A Prefeitura funciona na cidade das 7h30 às 13h.
Os Bombeiros também confirmaram que a telefonia da unidade não funcionou durante toda a manhã desta segunda-feira.
Neste período que houve o apagão, nenhuma solicitação foi feita pessoalmente na unidade, que fica entre os municípios de Corumbá e Ladário.
Comércios também foram atingidos pelo problema ao longo da manhã desta segunda-feira. Supermercados deixaram de receber por pagamento no PIX e algumas máquinas de cartão, que dependem da internet para funcionar, ficaram paradas. Com isso, os pagamentos estavam sendo exigidos somente no dinheiro.
A mesma situação também atingiu Ladário, que teve vários serviços fora do ar.
A interrupção de sinal é um problema que já foi ocorreu em Corumbá e Ladário em outros períodos. Há ações judiciais que tratam sobre o assunto, inclusive. Neste ano, as falhas não foram tão recorrentes como em 2019 e 2020.
Processo que tramita no Fórum de Corumbá desde 23 de março de 2021, movido pelo Ministério Público Estadual, pede que consumidores afetados por problemas com falha na internet na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, em Mato Grosso do Sul, façam manifestação formal para cobrarem ressarcimento.
O pedido de recomposição de danos pode chegar ao teto de R$ 5 mil.
Os interessados em requisitar o valor precisam reunir provas. Esse processo, de número 0900017-45.2021.8.12.0008, foi protocolado em 23 de março de 2021 na Vara de Fazenda Pública de Corumbá.
Nele, o MPE pede para que a Justiça obrigue a provedora de serviço a melhorar o serviço de internet fixa e móvel, além de ressarcir consumidores lesados em Corumbá e Ladário.
Em 27 de outubro deste ano, a direção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cobrou da empresa Oi, que detém o domínio sobre o acesso à internet em Corumbá e Ladário, melhorias na prestação de serviço.
Um prazo de 120 dias está transcorrendo para que a empresa de telefonia instale em Corumbá e Ladário a chamada rota de redundância, no trecho entre a Capital do Pantanal e Campo Grande.
Esse sistema é uma segurança a mais para evitar as quedas de sinal de internet. Esse prazo vai encerrar-se em janeiro de 2022.
A reportagem procurou as empresas que atuam em Corumbá e Ladário para verificar o motivo da queda de sinal e não houve retorno até a publicação.