Campo-grandenses podem doar alimentos não perecíveis, água potável, produtos de limpeza e de higiene pessoal, além de roupas e calçados em bom estado para vítimas das chuvas no sul da Bahia.
Em Campo Grande, há arrecadação de donativos pelo Corpo de Bombeiros, Central Única de Favelas (Cufa) e Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), localizada na rua 15 de Novembro, nº 390, em frente à praça Ary Coelho.
O Corpo de Bombeiros recolhe donativos em todas as unidades operacionais do Estado, que serão enviadas para a população atingida pelas chuvas no sul da Bahia.
Podem ser doadas roupas, água potável, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza, até o dia 2 de janeiro de 2022, das 8h às 17h30.
Já a Cufa está encaminhará toneladas de alimentos para os desabrigados na Bahia. A instituição recebe doações de qualquer valor, que podem ser doadas pelas chaves Pix: [email protected] ou para [email protected]
O primeiro-secretário da ACICG, Roberto Oshiro, coordena a ação emergencial da associação e relatou que já acionou outras entidades e empresas do Estado.
"Pedimos a ajuda de toda a população. Além disso, para auxiliar na logística entramos em contato com a Força Aérea para verificar a disponibilidade e o protocolo de uso do avião cargueiro para entregar os donativos até o sul do Bahia”, disse.
Até esta terça-feira (28), as associações comerciais de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Camapuã confirmaram a participação no projeto.
Além do Corpo de Bombeiros, Rotary (Campo Grande e Dourados), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Ordem dos Advogados (OAB-MS).
Também a Associação Sul-Mato-Grossense de Atacadistas e Distribuidores (Asmad), Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra ( Adesg) e o Sindicato da Empresas de Asseio e Conservação do Estado de Mato Grosso do Sul (SEAC-MS).
Calamidade
O governador da Bahia, Rui Costa , disse hoje (28) que o estado atravessa “o maior desastre natural da história”. Em entrevista coletiva, Costa disse que ainda não é possível dizer quando começará a reconstrução das áreas destruídas pelas enchentes que atingem o estado neste mês.
"A Bahia está devastada e ainda não é possível estipular quando as estradas vão ser recuperadas. Não sabemos a extensão. Vamos ter que olhar, caso a caso, a solução técnica. Em alguns lugares vamos ter que mudar a opção".
"Uma ponte de 50 metros de largura, por exemplo, que foi levada pela água pode ser um pouco maior, com 70 metros, para facilitar a passagem do rio", adiantou.
Já são 116 municípios afetados e o número de cidades que decretaram situação de emergência chega a 100. Segundo a Defesa Civil da Bahia, até o momento, 470 mil moradores foram prejudicados de alguma maneira pelos temporais.
As enchentes do estado já deixaram 20 mortos e mais de 31 mil desabrigados.
"A sensação que nós temos é, pelas imagens que vemos, de um grande bombardeio em todo o estado", disse o governador. Ele acrescentou que pelo menos 50 cidades tem casas embaixo d'água.
"Agora que a água começa a baixar, a gente vê o estrago que foi feito em casas de pessoas simples, que fizeram um esforço danado para erguê-las."
*Com informações da Agência Brasil