O uso de medicamentos hipnóticos sedativos, ansiolíticos e antidepressivos, cresceu em 10% no Centro-Oeste durante a pandemia, enquanto em outras regiões do Brasil, o consumo saltou para o patamar de 24,9%.
Além do aumento no uso de medicamentos, a procura por acompanhamento psicológico também cresceu, devido ao alto grau de ansiedade das pessoas, medo do futuro e limitações de atividades, conforme explica a psicóloga Talwany Nobre.
"A pandemia é extremamente sofrida e ninguém passou ileso por ela. Ela causa a incerteza a respeito de tudo! Sua saúde, seu tempo de vida, suas finanças, ter quem você ama por perto… ela afeta quase tudo que é importante para um ser humano.Ela foi como uma bomba que foi explodindo e atingindo tudo. Parece que tudo ficou muito incerto com ela", exemplifica.
"O isolamento social piorou muita coisa, não estar com quem você ama, as limitações nas atividades. Tudo isso aumentou a ansiedade que diz respeito do medo do futuro e a depressão que está ligada a desesperança", completa em seguida.
A especialista ressalta ainda, a importância em procurar um profissional da área ao invés de conduzir a medicação por conta própria, assim como, não dispensar a dosagem sem o auxílio de um psiquiatra.
Conforme um levantamento divulgado pela Farmácias APP, o Sudeste é o local com maior número de compras, com 47,7% do faturamento de medicamentos da categoria. O Sul aparece em segundo lugar com 19,3%, seguido do Nordeste com 17,3%, Centro-Oeste com 10,4% e, em último lugar, a região norte com 5,3%.