Cidades

REDUÇÃO

Casos de feminicídio caem 83,3% em um ano em Campo Grande

Na Capital, duas mulheres foram vítimas de feminicídio ano passado; número é maior no interior

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que duas mulheres foram vítimas de feminicídio no ano de 2021 em Campo Grande, enquanto 12 mulheres foram vítimas em 2020. Portanto, a redução é de 83,3% em um ano.

Casos de feminicídio também caíram 12,8% em Mato Grosso do Sul. Dados da Sejusp indicam que 34 mulheres foram vítimas em 2021 e 39 em 2020. 

A maioria dos casos de feminicídio registrados são da fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia.

De acordo com estatísticas online divulgadas pela Sejusp, 5.349 casos de violência doméstica foram computados de 1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021 em Mato Grosso do Sul.

O fortalecimento das políticas públicas voltadas as mulheres vítimas de violência doméstica é responsável pela queda no número de casos de feminicídio em Campo Grande, de acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), delegada Elaine Benicasa.

“São várias instituições, poderes, órgãos e entidades que se apoiam uma na outra para prestar toda essa assistência à mulher. Em razão desse fortalecimento da rede, as informações chegam mais rápido, coesas e eficazes às mulheres, que se sentem empoderadas e fortalecidas”.

Roubos seguidos de morte registraram queda de 57,1% em Campo Grande, 28,6% na faixa de fronteira e 35,3% em Mato Grosso do Sul. Além disso, homicídios culposos no trânsito caíram 10% na Capital.

Segundo o titular da Delegacia Especializada de Homicídios (DEH), delegado Carlos Delano, a queda do número de homicídios em Campo Grande se dá por conta do sucesso da atuação da Polícia Civil.

“Isso gera uma redução na percepção da impunidade, então a pessoa que pensa em resolver o problema matando o seu desafeto considera isso e tem um desestímulo, o que certamente colabora para a redução dos índices”.

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira, localizada em Campo Grande (MS) e inaugurada em 3 de fevereiro de 2015, é uma conquista histórica das mulheres, autoridades públicas e de movimentos feministas. 

A fundação do local é resultado da luta de mulheres brasileiras durante décadas. O intuito foi o de criar políticas públicas de enfrentamento à todo e qualquer tipo de violência contra mulher.

A violência contra mulher é um problema histórico, de ordem social, cultural, econômica e política que rege a sociedade até os dias atuais. 

Movimentos de cunho feminista se espalharam por todo o Brasil a partir de 1980 com objetivo de combater a violência contra mulher. 

Além disso, os protestos tinham como finalidade a luta e busca incessante por direitos iguais.

As mobilizações chamavam a atenção da sociedade para a desigualdade entre homens e mulheres. 

A Lei do feminicídio (Lei nº13.104, de 9 de março de 2015) conta com punições mais rigorosas à crimes de homicídio cometidos contra mulheres apenas pelo fato dela ser mulher e altera o Código Penal, incluindo-os na categoria de crimes hediondos.

As agressões contra o público feminino podem ser físicas, verbais, psicológicas, financeiras e/ou sexuais. 

A violência contra mulher gera consequências na sociedade, economia, saúde pública e mercado de trabalho.

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