Nova perícia médica recomenda que Fahd Jamil, de 80 anos, conhecido como 'Rei da Fronteira', continue em prisão domiciliar. O laudo foi realizado no dia 7 de janeiro, no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).
O advogado de defesa, André Borges, explicou que essa ainda não é a decisão do juiz.
"Esse laudo vai ser objeto de manifestação pela defesa e pelo Ministério Público e depois vai para o juiz para ele decidir se renova ou não a prisão domiciliar", explicou.
Além disso, a defesa informou que “assim que intimado se manifestará no processo”.
A conclusão indica que, Fahd Jamil, apresenta comorbidades, que compromete a sua condição clínica atual, "não sendo apropriada a sua permanência em ambiente prisional".
Foi identificado que o periciando apresentava sinais de emagrecimento, além de estar com perda de memória para fatos recentes, dor na região lombar, entre outros sintomas.
O laudo mostra ainda que Jamil apresenta limitações para realizar as atividades diárias.
PRISÃO DOMICILIAR
No dia 9 de junho de 2021, Fahd Jamil deixou a sede da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).
Na época, ele pagou fiança de R$ 990 mil e foi autorizado a permanecer em prisão domiciliar.
A fiança foi fixada a 900 salários mínimos, obtido pelo "rei da fronteira" seis dias após a decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande.
A defesa solicitou a prisão domiciliar sob alegação de que o acusado tem saúde debilitada, e necessita de cuidados especiais.
Ele está proibido de manter contato com testemunhas ou demais réus de todos os processos originados da Operação Omertà.
CRIMES
Fahd está preso desde 19 de abril acusado de vários crimes. Ele foi alvo da terceira fase da Operação Omertà.
O grupo mantinha na Fazenda Três Cochilhas, em Ponta Porã, uma espécie de "quartel-general da pistolagem".
Além disso, o assassinato do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, que ocorreu em 11 de junho de 2018, é o crime que expõe a aliança entre o que os investigadores chamam de organizações criminosas de Jamil Name e de Fahd Jamil.
O grupo de Fahd Jamil também teria executado o pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), em abril de 2016, e Orlando da Silva Fernandes (o Bomba) em outubro de 2018.