O prazo final do estado de greve anunciado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) termina hoje.
Caso não haja acordo com a Prefeitura de Campo Grande sobre o aumento do vale-alimentação de R$ 294 para R$ 900, a paralisação de ao menos 700 servidores deve começar nesta terça-feira, ao meio-dia.
A prefeitura da Capital pediu, na semana passada, prazo até o dia 7 para iniciar a negociação sobre o valor do auxílio. Em assembleia geral realizada na manhã de quinta-feira (3), os integrantes da Guarda Civil votaram pela prorrogação do estado de greve até esta segunda-feira.
Conforme o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (SINDGM/CG), Hudson Bonfim, o sindicato que representa a categoria deve se reunir hoje com o prefeito Marcos Trad (PSD) para discutir a proposta de correção do benefício.
“A nossa movimentação é pró-servidor público, nós aprovamos o estado de greve e aguardamos pela proposta a respeito do vale-alimentação. Pelo menos 520 guardas-civis já concordaram em aderir à greve, e podemos chegar a 700”, salientou Bonfim.
De acordo com o presidente do SINDGM/CG, 30% do efetivo deve permanecer trabalhando caso a greve se concretize.
No dia 31 de janeiro, cerca de 250 guardas-civis metropolitanos se mobilizaram para reivindicar reajustes de benefícios para a categoria.
A promoção de 533 guardas da segunda para a primeira classe e de 527 da terceira para a segunda classe já foi atendida na semana passada. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), no dia 3 de fevereiro.
CONCURSO
Programada para os dias 18 e 21 de janeiro, a aplicação do exame médico do concurso da Guarda Civil foi adiada para 15 e 18 de março.
O processo é referente ao quadro permanente da Guarda em Campo Grande.
A previsão é de que os resultados preliminares sejam divulgados no dia 22 de abril. A convocação para o curso de formação será em 14 de junho.
Sindicato dos professores descarta greve
O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACPMS), Lucílio Nobre, afirmou que, por ora, a adesão a uma eventual greve pela busca do reajuste do piso salarial de 20 horas semanais, conforme a Lei 5.411/2014, está descartada no retorno às aulas.
Segundo Nobre, a categoria, que preza pelo diálogo, aguarda a proposta da prefeitura, que será apresentada em assembleia extraordinária nesta terça-feira.
“É um erro de estratégia começar o ano letivo com greve, teríamos diversos problemas com professores que estão em processo de contratação, e a situação para os próprios alunos seria ruim com esse tipo de manifestação”, disse.
De acordo com Nobre, por meio do diálogo, é possível chegar em uma proposta que possa ser executada pela prefeitura de maneira que não haja prejuízo para os docentes.
Atualmente, o piso municipal corresponde a 55,07% do piso nacional do magistério. Na prática, o professor em início de carreira recebe por volta de R$ 2.117,73, abaixo do valor de R$ 3.845,63 referente ao reajuste de 33,24% feito pelo governo federal.
A categoria reivindica que a prefeitura apresente uma proposta de integralização do valor do piso nacional ao piso municipal de 20 horas.
A portaria com o novo piso salarial nacional para os professores da Educação Básica foi assinada, na sexta-feira, pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).