O prazo final do “estado de greve” anunciado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) terminou nesta segunda-feira (7).
Ao Correio do Estado, o presidente do SindGMCG, Hudson Bonfim, afirmou que, apesar da promoção de 983 guardas-civis, a proposta de reajuste do vale-alimentação ficou muito aquém do esperado e que por esta razão a greve não foi descartada.
Os decretos com as promoções foram publicados em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na tarde de hoje.
Houve reposicionamento de 514 servidores para a primeira classe e 469 para a segunda classe. A medida estava prevista em lei complementar de 2019.
Caso não haja acordo com a Prefeitura de Campo Grande sobre o aumento do vale-alimentação de R$ 294 para R$ 900, a paralisação de pelo menos 700 servidores deve começar nesta terça-feira (8), ao meio-dia.
“Nós ainda estamos aguardando o documento com a proposta da prefeitura. Mas, pelo que foi conversado, o valor do vale-alimentação seria linear com os outros setores do município, longe dos R$ 900 pretendidos por nós”, disse o presidente do sindicato.
CONCURSO
Programada para os dias 18 e 21 de janeiro deste ano, a aplicação do exame médico do concurso da GCM foi adiada para 15 e 18 de março.
O processo é referente ao quadro permanente da guarda em Campo Grande.
A previsão é de que os resultados preliminares sejam divulgados no dia 22 de abril.
Conforme o Diogrande, após o exame médico, o candidato será convocado para entrega de documentação no dia 19 de abril, com o resultado preliminar de investigação social sendo divulgado em 23 de maio.
A convocação para o curso de formação será em 14 de junho. De acordo com o edital, o resultado final do concurso público e a homologação devem ocorrer no dia 6 de setembro.
Ao todo, são oferecidas 273 vagas para guardas-civis na Capital, com salários de R$ 1,6 mil e vale-alimentação de R$ 294.