Após um ano e um mês interditada, a ponte no bairro Santa Emília, que cedeu após chuvas intensas em janeiro, foi liberada para tráfego.
A ponte sobre o Córrego Lagoa, que dá acesso aos bairros Santa Emília e São Conrado, está localizada na avenida Panambi Vera, esquina com avenida Dr. Nasri Siufi (extensão da avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho).
Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a ponte foi interditada em janeiro de 2021 pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), com placas sinalizadoras e pedras amontoadas.
A ponte seria entregue e liberada em maio deste ano, mas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) adiantaram a obra.
Os serviços começaram a ser feitos na segunda quinzena de dezembro de 2021.
De acordo com a Sisep, o aterro das cabeceiras da ponte foi refeito, estrutura da ponte foi reforçada, o pavimento foi recomposto com 30 toneladas de massa asfáltica e sinalização foi implantada. O valor da obra foi de R$ 677.321,24.
Segundo o superintendente de Obras da Sisep, Francisco Martinez, embora a obra não esteja totalmente pronta, veículos estão liberados a trafegarem na pista.
“Só falta a parede de proteção do dissipador de energia (uma estrutura em formato de escada) que vai escoar e reduzir a velocidade da enxurrada captada pela drenagem das avenidas Lúdio Coelho e General Alberto Carlos Mendonça, prolongamento da Panambi Vera”.
Caos
A interdição da ponte causou transtornos no trânsito e acidentes. Além disso, o movimento no comércio da região e as linhas de ônibus foram afetadas.
Durante o período de interdição, o desvio da ponte chegava a um quilômetro.
O condutor que desviava da ponte tinha que entrar à direita na Avenida Lúdio Coelho, percorrer 400 metros até a Rua Tenente Antônio João Ribeiro, voltar para a Lúdio Coelho na pista sentido centro/bairro e seguir até a Avenida General Alberto Carlos Mendonça para então chegar ao São Conrado e Santa Emília.
A autônoma Valdirene Alves conta que o desvio atrapalhava seu dia a dia. “Era péssimo ter que dar a volta para desviar dessa interdição. Gasolina cara do jeito que está, um quilômetro é muita coisa para mim”.
Valdirene diz que ficou feliz ao ver a ponte liberada. "Finalmente! Porque essa ponte já estava fazendo aniversário. Graças a Deus liberou. Vai ajudar muito os moradores daqui".
A gerente de loja de materiais de construção, Lysania Batista Barbosa, diz que o sentimento é de gratidão ao ver a ponte liberada, pois as vendas em sua loja melhoraram.
“O movimento melhorou depois que a ponte foi liberada. Hoje não paramos nem para tomar café da manhã. Ônibus também voltaram ao normal. A ponte liberada dá um ar melhor de visão”.