Na tarde desta quinta-feira (24), o Prefeito Marquinhos Trad (PSD) recebeu no Paço Municipal manifestantes e representantes de sindicatos dos professores para negociar o reajuste salarial para a categoria em 2022.
A reunião acabou sem acordo. Segundo o prefeito as negociações não progridem porque há uma divergência muito grande entre as partes. “Eles pedem aumento de 33% agora por causa da portaria federal, e mais 35% em 2023, são quase 70%, eu não posso fazer isso, seria dar um cheque em branco”, resume.
O prefeito afirma que na última apresentou um aumento de 10,06% neste ano em duas partes, uma em maio e outra em dezembro, para repor a inflação de 2021.
No próximo ano, no entanto, ele assegura 12,5% em maio mais a inflação de 2022 e 12,5% em outubro. “São 35% somados. Mas eles não querem isso, eles querem mais. E eu não posso ceder porque eu tenho a lei de responsabilidade fiscal para cumprir”, justifica.
Esse pedido revelado pelo prefeito, é acima do que um pouco mais do que havia sido anunciado nesta semana. Marquinhos acenou com um aumento de 10,06% para todos os servidores municipais, nos mesmos termos oferecido à educação.
Esta proposta já foi rechaçada na reunião do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem)do dia 15 e voltou a ser recusada pelo Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP/MS).
Presidente da ACP/MS, Lucilio Nobre, afirma que no encontro não foi apresentada nenhuma proposta vantajosa e que o Executivo deve entregar uma nova proposta na até a tarde da próxima quarta-feira (02).
“Esperamos que essa proposta contemple 33.24% em 2022, que foi isso que a assembleia [da ACP] autorizou para ser dialogada dentro desse ano. A diferença é que vamos dialogar para que essa porcentagem seja aceita mais para frente”.
De acordo com o Professor de História, Hugo Cesar Godin, “o posicionamento do prefeito é um desrespeito a nossa classe. Estamos pedindo que ele cumpra a lei do piso, e que ele apresente uma proposta coerente para categoria”, afirma.
Hugo, assim como os demais professores ouvidos pela reportagem do Correio do Estado, são irredutíveis na pedida. “A categoria quer 33 por cento neste ano de 2022”.
O dirigente da ACP ressalta que a categoria está há dois anos sem reajuste salarial e que não abre mão do aumento de 33,24%. “Se caso não houver consenso, temos um indicativo de greve que pode ser encaminhado”, ameaça.