Professores e o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) tentam chegar a um acordo sobre o reajuste salarial da categoria, para evitar uma greve, que pode ocorrer na próxima semana caso não seja resolvido o impasse.
O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e o prefeito estão reunidos no Paço Municipal. Ao fim da reunião, uma assembleia será realizada na sede da ACP para definir os próximos passos.
Nesta sexta-feira (11), os professores realizam paralisação nos períodos matutino e vespertino.
Apenas seis escolas de ensino fundamental e três Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) têm aula normal na Capital.
Pela manhã, houve assembleia na ACP, onde os professores reforçaram que aceitam a proposta da prefeitura, de reajuste de 67% escalonados até 2024, mas querem garantia jurídica de que o pagamento será de fato realizado.
Eles pedem, em contraproposta, que as correções sejam aplicadas conforme a lei para integralização do piso salarial, ao piso municipal por 20 horas.
A reunião com o prefeito deve acabar durante a tarde.
Caso não haja acordo, os professores decidem, em assembleia-geral, se mantém a greve prevista para o dia 16.
Paralisação
Professores da Rede Municipal paralisaram as atividades nesta sexta-feira (11) e a maioria das escolas não tem aula em Campo Grande.
Pelo menos sete escolas de ensino fundamental e três Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) têm aula normal, no período matutino e vespertino.
São elas:
- Escola Municipal Coronel Antonino
- Escola Municipal Múcio Teixeira
- Escola Municipal Antônio José Paniago
- Escola Municipal Arlindo Lima
- Escola Municipal Luís Antônio de Sá Carvalho
- Escola Municipal Advogado Demosthenes Martins
- Emei Aloina de Oliveira Soares
- Emei Ivone Calarge
- Emei Antônio Rustiano
Segundo a Semed, em alguns locais as aulas continuam normais pois os professores não aderiram a paralisação convocada pelo Sindicado dos Professores de Campo Grande (ACP).
Nas unidades onde não há aula, os alunos e responsáveis foram comunicados ontem sobre a paralisação, para que não mandassem os filhos.
A manifestação dos professores é em reivindicação por reajuste salarial.
Na quinta-feira (10), o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), advertiu que vai punir com falta o professor que deixar de dar aula para comparecer à manifestação
“Eventual falta indevida e injustificada, será descontada do faltante. Não é justo que as famílias e muitos profissionais sejam penalizados pelas atitudes de alguns”, disse o prefeito, em vídeo publicado nas redes sociais.
Proposta
A prefeitura de Campo Grande apresentou uma proposta de reajuste na qual o aumento seria escalonado em seis parcelas, que passaria a valer em fevereiro deste ano e iria até outubro de 2024. Ao todo, seria 67,13% de aumento.
Ainda de acordo com a prefeitura, os primeiros 10,06% de reajuste, aprovados no mês passado, serão pagos já neste mês de março.
O escalonamento seguiria com reajuste de 10,39% na segunda parcela, a ser paga em novembro.
Já o terceiro e quarto aumento seria de 11,67%, pagos em maio outubro de 2023.
Uma quinta parcela de 11,64% ficaria para maio de 2024 e a última para outubro de 2024, também de 11,67%.