Mais de 600 pessoas procuraram as orientações do Procon no Dia do Consumidor nesta terça-feira, (15), afirma o superintendente do Procon, Marcelo Salomão.
Esse público foi atendido na ação promovida pela superintendência, com as mais diversas demandas, entre negociações de dívidas, aberturas de reclamações e denúncias. A equipe esteve presente na praça Ary Coelho das 8h às 17h no centro da capital.
Ele também afirma que em tempos de pandemia, os consumidores tem sofrido demais não só com o aumento do preço dos produtos na prateleira, como também na dificuldade dos pagamentos de tarifas e redução da renda.
Declara ainda que as maiores demandas do Procon são as cobranças abusivas, liderando o número de reclamações dentro do órgão.
Devido as atuais condições dos brasileiros, tendo o aumento do custo da gasolina e as consequências da pandemia, como um maior preço das cestas básicas, cancelamentos de viagens sem ressarcimento, golpes, fraudes e demais perdas dos consumidores, Salomão diz que não há motivos suficientes para comemorar essa data, apesar dos avanços no combate ao abuso das empresas.
Números
Somente em 2021, de acordo com dados divulgados, o Procon/MS realizou 23.357 atendimentos, gerando 7.104 reclamações fundamentadas (aquelas que demonstrem a legitimidade entre as partes (consumidor e fornecedor) com elementos capazes de lhe dar credibilidade e que não foram prontamente solucionadas pelo fornecedor).
As empresas líderes de reclamações são a Energisa M/S – Distribuidora de Energia S.A e Águas Guariroba, tendo 364 e 290 ocorrências, respectivamente.
Vale a atenção dos consumidores as promoções e formas de atrair clientes criadas pelas empresas para fidelizá-los ou torná-los clientes.
"Não é uma obrigação criar ofertas, mas a partir do momento em que descontos são divulgados, eles devem ser cumpridos. Caso não sejam, o comprador pode e deve usar a lei do código de defesa do consumidor para fazer valer aquela promessa promovida" disse Salomão.
Mesmo não sendo obrigatório, as empresas aproveitam essa data para divulgar descontos em grandes porcentagens, diferentes formas de compra, entre outras táticas.
No entanto, Marcelo frisa que é necessário ter muita informação sobre o produto ou serviço a ser adquirido para não cair em fraudes, sem fazer com que a sua decisão de compra seja somente baseada no preço.
O superintendente ainda declara que durante todos os outros dias do ano, inclusive em datas sazonais e eventos, os direitos e garantias dos consumidores são os mesmos, independente de qualquer fator, assim como as proibições em relação a venda, como por exemplo a venda casada.
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