Acontece nesta quarta-feira (16) o último ato programado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem), que consiste em manifestação na frente da Prefeitura da Capital, sob a ameaça de uma nova greve, com data marcada para começar, caso não haja posição favorável da prefeitura.
Conforme o vereador e presidente do Sisem, Marcos Tabosa (PDT), caso o sindicato não seja atendido, haverá uma paralisação das categorias, em advertência, marcada para o dia 25. Já a greve, tem seu início anunciado para o dia 31 deste mês.
Tabosa aponta que, a última resposta dada pela Prefeitura em fevereiro foi insuficiente, já que a reposição da inflação sugerida pelo Executivo Municipal foi dividida em duas vezes.
"Agora ele só deu 1,5%. A inflação que corresponde ao período ele dividiu os primeiros cinco por cento a serem pagos agora em maio, para cair em abril e o que será pago em dezembro, que vem em janeiro de 2023, é zero, vai ser engolido pela inflação", argumentou o parlamentar presidente do Sisem.
Em assembleia, o Sisem deliberou que a proposta de aumento de R$200 no vale-alimentação é insuficiente. Eles pedem reposição da inflação também no pró-funcionário além do "bolsa alimentação".
Além da manifestação do Sisem em frente à Prefeitura, acontece hoje (16) também a Mobilização Nacional da Educação, que contou com mobilização na Praça Ary Coelho.
Entre as reivindicações estão:
- Cumprimento do piso do magistério 2022 (R4 3.845,63 e 1/3 de jornada extraclasse) em todas as redes escolares
- Regulamentação do piso salarial dos profissionais da educação
- Valorização dos planos de carreira, contratações por concurso público e contra a Terceirização na educação
- Revogação do "Novo Ensino Médio" excludente e de formação minimalista dos estudantes
- Contra a militarização escolar, a educação domiciliar e a Lei da mordaça (Escola sem Partido).
Sendo uma das classes mais mobilizadas atualmente e, como já noticiado pelo Correio do Estado, a categoria expressou indignação com a proposta da prefeitura que não considera da lei do piso municipal 5.411/2014, para uma jornada de 20h.
Foi então apresentada uma proposta, após Assembleia realizada em 11 de março, e na tarde de ontem (15), essa nova proposição, da integralização do piso de 20h da Rede Municipal ao piso nacional, foi finalizada e assinada pelo Prefeito.
"Nossa luta é por direitos e nada abala a confiança e mobilização dos profissionais da educação pública de Campo Grande. A verdadeira valorização é o valor do Piso nacional para uma jornada de 20h. Parabéns, professores e professoras da REME", apontou Lucílio Nobre, presidente da ACP-MS através das redes sociais.
Agora, a proposta ainda precisa da aprovação da Câmara Municipal para que a lei seja sancionada, novamente pelas mãos do Prefeito.