Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que cerca de 2,1 toneladas de cocaína foram apreendidas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2022 em Mato Grosso do Sul.
Números indicam que 918,7 quilos de cocaína foram apreendidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2022 no Estado.
Dados também mostram que 128 quilos de cocaína foram apreendidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2021 em Mato Grosso do Sul.
Portanto, o aumento foi de 616% do primeiro bimestre de 2021 para primeiro bimestre de 2022 e 1.114% do primeiro trimestre de 2021 para o primeiro trimestre de 2022, o que indica que no primeiro trimestre do ano passado foram apreendidos cerca de 173 quilos da droga.
As apreensões do ano de 2022 foram computadas até a última segunda-feira (14).
O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil apreendeu 483,6 quilos de cocaína na MS-040, em Campo Grande, no dia 8 de março de 2022.
A droga foi avaliada em R$ 60 milhões. O entorpecente foi transportado em uma carreta, escondido junto a engradados de cerveja.
O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu 540 quilos na MS-280, em Laguna Carapã, em 10 de março de 2022. A droga foi avaliada pelo órgão em mais de R$ 37,5 milhões.
O DOF apreendeu mais de uma tonelada de cocaína nos dias 8 e 9 de fevereiro de 2022, perto de uma pista de pouso, localizada entre as cidades de Coronel Sapucaia e Paranhos, no Sul do Estado.
O carregamento foi avaliado em cerca de R$ 80 milhões, conforme estimativas dos policiais do DOF.
De 1º de janeiro a 14 de março deste ano, Mato Grosso do Sul apreendeu 75 toneladas de maconha, 1,4 tonelada de pasta base de cocaína, 535,4 quilos de skunk e 28,7 quilos de crack, totalizando mais de 79,1 toneladas de drogas.
O diretor do DOF, coronel Wagner Ferreira da Silva, afirmou que radares instalados na fronteira com o Paraguai e a Bolívia contribuíram com as apreensões.
“O que a gente tem percebido aqui na região de fronteira, é que houve uma mudança de estratégia e rotas por parte do crime organizado, por conta da instalação dos radares na fronteira com o Paraguai, em Porto Murtinho e Ponta Porã, e com a Bolívia em Corumbá”.
De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, investimentos em equipamentos, viaturas, capacitações e inteligência são essenciais para o trabalho das forças de segurança.
“Face a repressão feita no espaço aéreo com os radares e nas rodovias, com o aumento do policiamento proporcionado pela Operação Hórus, por exemplo, fez com que os traficantes voltassem a realizar o transporte de forma fracionada, via aérea dentro dos países vizinhos com aeronaves voando a baixa altitude e via terrestre e aquática em território brasileiro”, explicou o secretário.