Na noite da última sexta-feira (18), a Polícia Federal de Corumbá/MS aprendeu 231 toneladas de insumo químico que seria utilizado no processo de refino de cocaína.
Segundo informações da PF, o insumo foi apreendido no pátio de uma empresa de transporte de cargas, após ter sido transportado por cinco caminhões de uma empresa fornecedora de São Paulo.
O insumo em questão é o acetato de etila e, de acordo com os peritos criminais da PF, trata-se de uma substância que está presente em mais de 87% das amostras de cocaína apreendidas no Brasil.
Com um valor estimado de R$ 3 milhões, a substância teria como destino uma empresa boliviana localizada na cidade de Santa Cruz de La Sierra.
A PF localizou o insumo após uma fiscalização em que constataram a irregularidade no transporte e recebimento da carga.
Conforme informado, surgiram, inicialmente, suspeitas sobre a empresa compradora do produto na Bolívia, levando-os a investigar o transporte realizado.
Todos os autuados poderão responder tanto administrativamente quanto criminalmente, de acordo com suas responsabilidades, por infringirem o disposto na Lei 10.357/200.
O acetato de etila
O insumo de acetato de etila permite que traficantes produzam cloridrato de cocaína com alto grau de pureza.
O produto consiste em solvente volátil, sendo facilmente produzido industrialmente ou em laboratórios acadêmicos, a partir da reação de ácido acético com etanol, em presença de ácido sulfúrico.
Saiba mais sobre a última apreensão
Em setembro de 2021, uma investigação da Polícia Federal e da Receita Federal culminou na maior apreensão em quantidade de acetato de etila já feita em território brasileiro, até o momento.
O produto era distribuído em cinco caminhões, em barris cheios do produto químico, destinados a atravessar a faixa de fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro.
Nessa grande apreensão, foram encontrados 130 mil quilos de acetato de etila, com valor de aproximadamente R$ 1 milhão no mercado ilegal.