Mesmo com o número de casos, internações e mortes por Covid-19 em queda, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) pede que a população mantenha medidas de prevenção.
Em live realizada nesta quarta-feira (22), a secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, disse ressaltou que a pandemia ainda não acabou e pode haver novos picos.
“A gente observa número de casos, óbitos, internações mais baixos. Nós continuamos observando a possibilidade ou não de novas variantes”, disse.
“Tivemos diminuição da média móvel de casos e mortes. Nesse exato momento temos um controle da doença, mas estamos monitorando o que esta acontecendo em outros países que estao com novas variantes, como Reino Unido, França, China”, acrescentou.
Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou a existência de dois casos suspeitos da nova variante do coronavírus no Brasil, a Deltacron. Um dos casos já foi descartado e outro segue em análise no Pará.
A nova cepa combina características genéticas da Ômicron e da Delta e vem sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde o início do mês, quando os primeiros casos foram identificados na França.
Com o atual cenário da pandemia, Mato Grosso do Sul flexibilizou diversas medidas restritivas, sendo a última a desobrigação do uso de máscaras.
No entanto, a secretária reforça a importância de se manter alguns cuidados, principalmente tomando as doses da vacina disponíveis para cada público.
Ela disse ainda que a melhora não significa o fim da pandemia.
"Só quem pode declarar a transição de pandemia para epidemia é a Organização Mundial da Saúde (OMS)", disse.
O órgão, que monitora a situação da Covid-19 nos cinco continente, já afirmou que isso não acontecerá tão cedo, especialmente pelo novo aumento de casos na Europa e Ásia.
Situação pandêmica atual
As mortes atribuídas à covid-19 no mundo diminuiu 23% na semana passada, com 32.959 óbitos declarados, o número mais baixo desde março de 2020, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os países onde morreram o maior número de pessoas com covid-19, entre 14 e 20 de março, foram a Rússia e os Estados Unidos, com cerca de 3,6 mil óbitos, seguidos do Brasil (2,2 mil), da Coreia do Sul (2 mil) e China (1,9 mil).
O número de infecções por SARS-CoV-2 diagnosticadas subiu pela segunda semana consecutiva, mas a OMS admite que o número real de contágios pode ser maior, já que muitos países deixaram de fazer tantos testes por causa da quantidade de casos ligeiros e assintomáticos.
O aumento do número de casos confirmados é ligado à disseminação da variante Ômicron na Ásia Oriental e na região do Pacífico, com aumento de 21% e mais de 6 milhões novas infecções.
Na Europa foram verificados 5,2 milhões de casos, praticamente o mesmo número da semana anterior.
A Coreia do Sul voltou a ser o país com mais casos confirmados (2,8 milhões), seguida do Vietnã (1,8 milhão), da Alemanha (1,5 milhão), França (582 mil) e Austrália, com 513 mil casos e aumento de 161%.
Desde o início da pandemia houve, pelo menos, 470 milhões de casos de infecção e morreram mais de 6 milhões de pessoas que estavam infectadas com o SARS-CoV-2.
Dos casos detectados na semana passada, 99,8% foram provocados pela variante Ômicron, que se tornou dominante desde que foi encontrada em novembro de 2021, por ser mais contagiosa do que a anterior Delta.
A OMS também informou que uma subvariante da Ômicron, a BA.2, se tornou predominante e foi observada em quase 86% dos casos diagnosticados.
* Com Agência Brasil