Após reunião com o Sindicato dos Servidores de Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD), na tarde desta sexta-feira (1º), pediu para que os servidores municipais administrativos da área da educação e da saúde suspendam a greve até quarta-feira (6), quando o Poder Executivo e o sindicato irão se reunir novamente.
O prefeito justificou dizendo que precisa de três dias para analisar o impacto financeiro das revindicações , contudo, a partir de sábado (2), Campo Grande terá como prefeita Adriane Lopes (Patriotas), que assume o Executivo para que Trad concorra ao governo de Mato Grosso do Sul.
Dessa forma, Adriane já começará o comando da Capital em meio a negociações com os servidores, que pedem melhores condições de trabalho e reajuste do auxílio-alimentação e pagamento de adicional de insalubridade, no caso dos profissionais da saúde.
Embora Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores de Campo Grande (Sisem), tenha afirmado que a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, garantiu que o plano de cargos e carreiras dos profissionais da educação básica estará pronto na segunda-feira, ela também entregará o cargo para disputar as eleições.
Sendo assim, além de Adriane, quem também começará o mandato com um impasse para resolver será Alelis Izabel de Oliveira Gomes, servidora de carreira da Secretaria Municipal de Educação (Semed) que assumirá a pasta a partir deste sábado.
Ainda de acordo com Tabosa, os servidores irão dar um voto de confiança à nova chefe do Executivo.
“Vamos dar um voto de confiança para a nova prefeita, mas, caso não tenha acordo, voltamos com a greve na quinta-feira.”, concluiu o presidente da entidade.
Manifestações
Desde quinta-feira (31), cerca de 1.200 servidores do setor administrativos das escolas e profissionais da categoria 14B da Saúde, que inclui enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, se manifestam na frente da prefeitura.
O pedido em comum entre as categorias é o reajuste do auxílio-alimentação para R$ 494,00, o que colocaria o benefício em equidade ao recebido por outras categorias dos servidores municipais.
Por sua vez, os profissionais da Educação pedem que seja incorporado o Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público (Profuncionário).
As 33 profissões da Saúde, que compõem a categoria 14B, como psicólogos, farmacêuticos e assistentes sociais, querem um plano de cargos e carreiras, e o pagamento do adicional de insalubridade.