Escorpiões, lixos e entulhos têm atrapalhado o convívio dos moradores da Rua Congonha dos Campos no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Para além do lixo, ratos e baratas, os moradores da região se queixam há quase um mês da presença dos escorpiões em um terreno baldio.
Para eles, o espaço é o principal atrativo para os animais que se acumulam no lote e se espalham às demais casas da rua, fator que, de acordo com os moradores, gera incômodo e expõe a população da região à problemas de saúde.
Segundo Josiel Romeiro de Oliveira, morador do bairro há 10 anos, o fato do lote ser antigo e descuidado, atraiu os animais para a região. De acordo com o morador, “os contatos anteriores com a prefeitura municipal geraram protocolos virtuais de atendimento, mas nada além disso”.
Ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disse que o processo de atendimento à população passa por vários processos e etapas, e segundo a pasta, atende os critérios de celeridade - prioriza as situações de maior risco aos moradores do local reclamado.
“Os serviços de atendimento à população em locais, terrenos, são feitos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), e podem ser realizados por meio da ouvidoria-geral, canal da prefeitura, disponível para esse time de atendimento, além do disque-dengue”.
De acordo com a Sesau, é impossível estipular um prazo de 10, 15 ou 20 dias logo após o atendimento ao morador. “Gerado o protocolo, o atendimento ocorre por meio de celeridade, com risco coletivo, por presença de ratos, cobras, por exemplo”.
Segundo Cintia Santos, residente do Aero Rancho há nove anos, o proprietário do lote mora em um bairro de classe alta em Campo Grande.
De acordo com a prefeitura, após isso, em caso de propriedade privada, a notificação se encaminha ao proprietário do lote, que recebe uma notificação formal para atender às exigências do município e limpar o espaço.
De acordo com a pasta, em caso de não atendimento à exigência da Semadur, o mesmo será multado e a prefeitura seguirá para a limpeza do lote. A pasta se prontificou a verificar se o lote já foi notificado no sistema de registros.
Em 2021, Campo Grande registrou mais de 600 ataques de escorpiões com atendimento médico, segundo dados do Ministério da Saúde.