Nesta quarta-feira (18), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Predador, em combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação está sendo desenvolvida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), com apoio do serviço de informática e de inteligência da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil, dois alvos, com idades de 37 e 42 anos, foram presos em flagrante.
Os alvos vão responder por “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente” (art. 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA). Cerca de 19 policiais estão envolvidos na ação.
Na data de hoje, é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. Em razão disso, a operação foi desencadeada justamente nesse dia.
Além disso, a operação também é realizada em alusão à campanha maio laranja, mês de combate a este tipo de crime.
A delegada titular da unidade, Fernanda Félix Carvalho Mendes, costuma receber mais de 3.000 denúncias anualmente sobre a prática de crimes e violências contra crianças e adolescentes.
“Nós da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul participamos ativamente atuando no Combate a disseminação de Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM) por meio de ações organizadas com a finalidade de prevenir, reprimir e identificar e prender os autores que armazene e compartilhe material de abuso sexual Infantil”, explicou a delegada.
Segundo a delegada, no último ano, foi notado um aumento constante de crimes envolvendo o ambiente da internet. Sobretudo, o crime de abuso sexual é uma violência que acontece dentro e fora do ambiente doméstico.
Maio Laranja
A delegada Fernanda Félix destaca que a Campanha Nacional Maio Laranja é muito importante.
“Tem o objetivo de incentivar a realização de atividades para conscientizar, prevenir, orientar e combater o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes”, pontuou.
Em 2000, por meio da Lei 9.970, foi instituído o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
A data foi instituída em homenagem à Araceli Cabrera Crespo. Em 18 de maio de 1973, Araceli, de oito anos de idade, desapareceu.
Seis dias depois, o corpo da menina foi localizado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. A menina foi espancada, estuprada, drogada e morta. O corpo da criança foi desfigurado com ácido.
Em razão do crime chocante, a morte de Araceli serviu como alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças.
Desse modo, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos.