Para os trabalhadores forçados a voltar às atividades presenciais, o tempo gasto no transporte e aumento no gasto com combusíveis são algumas das reclamações que impedem o serviço "in loco" de engrenar novamente.
Segundo pesquisa sobre o engajamento das equipes no retorno ao trabalho presencial, da empresa "It’sSeg", os dois pontos aparecem respectivamente com 21,6% (tempo gasto) e 14,4% (preço combustível) entre o volume de queixas.
Entre as duas, entretanto, aparece a reclamação de "menos qualidade de vida", que representam 18,3% do volume das reclamações.
Conforme dados do relatório "A próxima grande ruptura é o trabalho híbrido – estamos prontos?" (em tradução livre), da Microsoft Corporation, 73% dos trabalhadores entrevistados querem as opções flexíveis de trabalho remoto.
Entre as conclusões do relatório, mais da metade (cerca de 58%) dos trabalhadores brasileiros, consideram mudar para o trabalho híbrido ou totalmente remoto ao longo de 2022.
Conforme os números, 57% dos funcionários ao redor do mundo - que atuam em várias indústrias - têm a intenção de mudar para o trabalho híbrido.
Enquanto, entre aqueles que já atuam de forma híbrida, 51% expressam desejo de mudar para o regime remoto.
“São aspectos com impacto direto no engajamento das pessoas e as empresas precisam refletir sobre como lidar com os cenários a partir de agora. Em dois anos, o tempo economizado com transporte, a possibilidade de fazer exercícios, cuidar da saúde emocional, estar próximo da família e a economia com combustível foram fundamentais para manter o profissional mais motivado e produtivo. Claro, considerando que o home office durante uma pandemia não é um modelo adequado. Mas antecipou muitas transformações”, afirma Thomaz Menezes, CEO da It’sSeg.
Na confusão entre o presencial e o 100% remoto, o formato que mescla as opções ainda gera muitas dúvidas.
Cerca de 38% do trabalhadores, segundo a Microsoft, dizem não saber quando e como comparecer presencialmente ao local de trabalho.
Para os empregadores, a tendência é cada vez mais migrar para o meio digital. Para isso, algumas mudanças podem auxiliar na transição.
- Crie um plano para capacitar as pessoas para extrema flexibilidade
- Invista em espaço e tecnologia para fazer a ponte entre os mundos físico e digital
- Combata a exaustão digital desde o início
- Priorize a reconstrução do capital social e da cultura
- Repense a experiência dos funcionários para competir pelos melhores e mais diversificados talentos
“Pensamos em produtividade por meio de métricas de colaboração e de produção, mas o bem-estar é uma das peças mais importantes da produtividade”, finaliza o CEO da Microsoft, Satya Nadella.