Cidades

Paralisação

Guarda Municipal mantém posicionamento sobre greve na Capital

De acordo com o presidente do sindicato, Guarda Municipal não foi notificada oficialmente até o momento; ação acontece nesta quinta-feira (7)

O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (SINDGM/CG), Hudson Bonfim, sustentou que a greve da Guarda Civil Metropolitana (GCM), prevista para a manhã desta quinta-feira (7), será mantida pela categoria. 

De acordo com Bonfim, a decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul, que considerou ilegal a paralisação da categoria, não será acatada pelo efetivo dos guardas metropolitanos de Campo Grande, uma vez que esta, segundo ele,  não foi acessada formalmente pela categoria. Conforme o sindicalista, a pasta manterá apenas os serviços essenciais.

A decisão foi realizada pelo juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, que atendeu pedido da prefeitura de Campo Grande e decidiu a medida nesta terça-feira (5). 

A ação proibiu o movimento grevista de iniciar a paralisação, sob pena de uma multa diária de R$ 50 mil, podendo chegar a até R$ 600 mil.

“É inconcebível que o braço armado do Estado faça paralisações que acarretariam prejuízos drásticos e desproporcionais a toda população, colocando em risco até mesmo a estabilidade institucional e a normalidade democrática interna"“, disse ao Correio do Estado o procurador-geral do município de Campo Grande, Alexandre Ávalo.  

No mesmo dia, a categoria participou de uma assembleia, realizada na Câmara Municipal de Campo Grande que definiu a paralisação da categoria e aprovou, em ata, solicitações sobre o recálculo dos plantões da GCM.

A ação foi realizada  em conformidade com os termos do no artigo 54 da Lei Complementar 190 de 22 de dezembro de 2011.

"Recebo R$ 2.750,00, se for aplicada a Lei 190, seriam pagos outro valor. Pagam um plantão fixo de R$ 174, o correto era aplicar em cima da lei e por hora trabalhada. No meu caso seria R$ 15,27 a hora, aplicado o plantão de 12 horas sairia a R$ 274,53", comentou anteriormente Hudson Bonfim. 

Entre os pedidos, os servidores cobram aumento salarial, retificação de decreto que trata do pagamento de horas extras por insalubridade, convocação de novo efetivo, e progressão de carreira. 

“Atualmente nós contamos com mais de 1030 guardas metropolitanos. Nos organizamos e informamos a prefeitura sobre a paralisação, e ela (prefeitura) será responsável  pela paralisação da categoria”, disse o líder do SINDGM/CG. 

Ao Correio do Estado, Bonfim relatou que a categoria está disposta ao diálogo e acatará todas as decisões oficiais acessadas pela GCM.

Paralisação 

De acordo com Hudson Bonfim, o movimento dos guardas é diferente do realizado recentemente pelos motoristas de transporte público da Capital. 

“Diferentemente dos motoristas de ônibus, avisamos previamente a Prefeitura Municipal, e uma paralisação neste momento afetará escolas, terminais, hospitais e outras áreas da cidade. Não buscamos isso (paralisação), mas reivindicamos melhorias para a categoria”, relatou Bonfim.

Segundo o sindicalista, a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande conta com um número menor de profissionais do que deveria, e que cerca de 750 guardas aptos, não conseguem trabalhar  em razão da não publicação oficial do edital da categoria. 

“Várias categorias recebem promoções periodicamente, vemos isso todos os dias em publicações oficiais, e nós (GCM), mesmo com os processos aprovados não avançamos”, finalizou Hudson Bonfim. 

Segundo ele, em caso de notificação oficial, a categoria não fará greve, entretanto manterá a manifestação desta quinta-feira (7).  Conforme Bonfim, os guardas municipais se encontram às 8h, na Praça do Rádio.

Buscamos contato com a prefeitura municipal e não obtivemos retorno até a publicação da matéria.

Atualizado para acréscimo de informações.

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