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Saúde

Como agir: variações climáticas podem provocar e agravar síndromes gripais e respiratórias

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Campo Grande conta com mais de 82 mil casos de síndromes gripais em 2022

As variações de temperatura e umidade relativa do ar podem ocasionar quedas de imunidade, e como consequência, desencadear quadros de gripe e outras doenças. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em Campo Grande, os casos de síndrome gripal já ultrapassam os 82,4 mil, com média mensal de 11,7 mil.

De acordo com a pasta, os dados correspondem ao número de pessoas que apresentam sintomas de gripe, contudo, conforme a Sesau, não é possível confirmar se os casos são de gripe ou qualquer outra doença respiratória. 

Segundo a secretaria, as notificações são feitas sob qualquer sinal de sintoma respiratório em que o paciente apresenta coriza e espirros. 

“O nariz tem função de umidificar, aquecer e filtrar o ar que respiramos. Quando o clima está muito seco, essas funções ficam muito prejudicadas”, disse ao Correio do Estado a otorrinolaringologista, Natália Branco Tobal.

De acordo com a profissional, esses fatores influenciam de forma direta nos números de infecções e exacerbação das crises de rinite. Segundo a especialista, para auxiliar a função respiratória e amenizar os sintomas, precisamos umidificar o ar. 

Para a otorrinolaringologista, a utilização de umidificadores, bem como realizar lavagem nasal diariamente, melhoram a umidade do ar e do nariz, fatores que ajudam a  evitar muitos quadros respiratórios e o desconforto dos pacientes, “isso ajuda em casos de rinite,  e em questões pulmonares, como bronquite e asma”, destacou Natália Tobal.

Clima

A profissional disse que as mudanças climáticas não afetam diretamente a imunidade das pessoas, entretanto, atingem a parte respiratória do paciente. Conforme Tobal, sensação de ressecamento nasal, maior formação de crostas nas narinas, sangramento e obstrução nasal, espirros, coriza, são alguns sintomas a serem observados neste período do ano. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre a última quinta-feira (14) e a próxima terça-feira (19), Campo Grande registrará variações de temperatura de até 14°C. De acordo com o Inmet, a umidade relativa do ar deve chegar a casa dos 35% na capital, e se reduz aos 20% em Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.

Casos

Questionada sobre o intervalo entre os primeiros sintomas, Natália Tobal disse que não existe uma regra, um padrão, a ser observado, e que as situações variam conforme o caso. “Pessoas alérgicas que já têm asma, bronquite, e rinite, devem redobrar os cuidados para evitar agravamento de casos. 

A profissional recomenda que, em casos com febre maior que 38,5ºC, ou em ocasiões em que a pessoa não melhore com antitérmicos, recomenda-se o acompanhamento por um médico. 

“Dificuldade de alimentação, prostração (fraqueza), principalmente em caso de crianças e idosos, falta de ar e sinais de esforço respiratório”, são alguns alertas, disse a otorrinolaringologista. 

Recomenda-se que as pessoas, independente de sintomas ou não, mantenham uma boa hidratação com muita água e outros líquidos. 

Quando buscar o hospital?

“Não tem um prazo! Fique de olho nos sinais de alerta e mantenha os cuidados básicos de hidratação, umidificação e lavagem nasal”, disse a profissional. De acordo com Natália Tobal, essas observações são suficientes para evitar quadros mais graves. 

Segundo a otorrinolaringologista, em casos mais brandos, porém prolongados, a pessoa deve procurar um médico em consultório para verificar o melhor tratamento para alívio dos sintomas.

Redução de imunidade

“Nos quadros respiratórios, a lavagem nasal tem uma importância muito grande, já que além de limpar as narinas e eliminar possíveis causadores de doenças, o soro torna o ambiente ruim para proliferação de hospedeiros indesejádos”, pontuou Natália Tobal.  

Alimentação saudável, hidratação adequada, exercícios físicos e vitaminas em dia são algumas dicas da otorrinolaringologista para manter a imunidade em dia.

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