Em comunicado divulgado em seu site oficial, a Arquidiocese de Campo Grande revelou estar tomando medidas de natureza cível e criminal contra uma empresa de instalação energia fotovoltaica, que não realizou os serviços contratados.
Na publicação, Dom Dimas, Arcebispo Metropolitano, explicou que o projeto havia sido elaborado a fim de buscar soluções sustentáveis para as instalações da igreja
“Foi com esse espírito que um significativo projeto na área de energia havia sido elaborado, seguindo as etapas necessárias para que o resultado fosse a geração de energia limpa com redução de custos na conta de energia para todas as Paróquias, Capelas e Comunidades”.
O projeto foi apresentado ao Conselho Econômico e ao Colégio de Consultores, órgãos canonicamente oficiais para ajudar na administração extraordinária dos bens da Igreja, e discutido em reunião geral do Clero.
Ainda segundo a nota, a empresa em questão, que não foi divulgada, já teria lesado outros clientes.
“Infelizmente, o fornecedor escolhido, que havia apresentado a proposta menos custosa, não cumpriu sua parte do contrato, o que nos obrigou a medidas de natureza cível e criminal, que já estão em andamento”.
Em urgência, o Arcebispo nomeou o Revmo. Pe. Wagner Divino de Souza, cura da Catedral Nossa Senhora da Abadia e Pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua, como Interventor da Cúria Metropolitana.
Dom Dimas ainda pediu orações dos fiéis e participação para ajudar neste momento.
“Sem dúvida, um tempo muito difícil se aproxima. Peço as orações de todos, e conto com a participação efetiva de cada fiel – padres, diáconos, religiosos e leigos – de nossa Arquidiocese nas ações que faremos para buscar os recursos necessários para sanar essa dívida. Juntos, com a graça de Deus, haveremos de superar essa tormenta”.
O Correio do Estado entrou em contato para tomar conhecimento do valor do prejuízo financeiro, mas não teve acesso aos números.