Em estudo realizado pela Universidade de Cambridge, os mosquitos com a bactéria Wolbachia apresentaram eficácia no combate ao Aedes aegypti.
O estudo foi realizado com base no método realizado no Rio de Janeiro. Os dados foram publicados na revista científica The Lancet - Infectious Diseases, que revela que o estabelecimento estável da Wolbachia no ambiente geograficamente diversificado como o Rio parece ser mais complexo do que tem sido observado em outros locais.
No entanto, mesmo os níveis intermediários de Wolbachia (cepa wMel) já podem reduzir a incidência de doenças como a dengue e chikungunya, reduzindo consideravelmente o impacto das arboviroses para a saúde pública do Brasil e de outros países.
Campo Grande está entre os 5 municípios do país em que o Método Wolbachia está sendo realizado. Junto com Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE).
A iniciativa é conduzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com os governos locais.
Wolbachia em Campo Grande
A biofábrica do Método Wolbachia foi inaugurada em Campo Grande, em dezembro de 2020. A estrutura viabiliza a produção de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia para atender a Capital.
Parceria entre o Ministério da Saúde, o World Mosquito Program (WMP Brasil), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul.
A Wolbachia é um micro-organismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti. Foi introduzida por pesquisadores do World Mosquito Program (WMP), iniciativa global sem fins-lucrativos que trabalha para proteger a comunidade global das doenças transmitidas por mosquitos.
Este método consiste na liberação de Aedes com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais e seja estabelecida uma população destes mosquitos, todos com o micro-organismo.
Quando presente no Aedes aegypti, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam no inseto, contribuindo para a redução destas doenças. Não existe modificação genética neste processo.