Um frei que há seis anos presta serviço a uma igreja católica de Sidrolândia, a 60 quilômetros de Campo Grande, foi ameaçado de morte e uma comunidade, que seria composta por eleitores da cidade, teria pedido sua "imediata expulsão" da capela a qual exerce sua crença há pelo menos seis anos.
O motivo: o religioso teria tornado público o voto a Lula, que venceu as eleições e, em janeiro que vem assume o terceiro mandato de presidente do Brasil pelo PT.
Os ataques teriam partido de eleitores que votaram no candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, do PL. Sidrolândia é uma espécie de berço bolsonarista em MS.
A reportagem conversou com o frei por telefone na tarde desta sexta-feira (4), mas ele recusou a conversar sobre o assunto, pod medo, disse ele.
O pároco, contudo, confirmou as ameaças e disse ter recebido "insultos pesados" e que pediram a "retirada imediata" dele da paróquia.
O religioso disse que está assustado com as ameaças e que o comando da igreja católica já teria sido informada sobre o episódio. A reportagem tentou conversar com alguma autoridade católica, em Campo Grande, mas até o fechamento deste material ainda não tinha conseguido.
Na Arquediocese de Campo Grande, à reportagem foi passado o número de um celular de uma pessoa que seria "responsável" para falar com a imprensa. No entanto, as ligações não completaram. Assim que a arquidiocese se manifestar, o espaço aqui está reservado.
Em MS, pipocam manifestos contra a eleição de Lula desde a segunda-feira, um dia depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter anunciado a vitória de Lula por diferença de cerca de dois milhões de votos obtivo pelo adversário. Em Campo Grande, por exemplo, há protestos promovidos por bolsonaristas em frente ao quartel do Comando Militar do Oeste.
Pelos manifestos, os bolsonaristas não concordam com a eleição de Lula e afirmam que querem o retorno da ditadura, ou seja, uma intervenção militar, uma atitude antidemocrática.