Orçadas em R$ 4,6 milhões, as obras para concluir o Museu Interativo da Biodiversidade (Mibio), que está sendo construído dentro do Bioparque Pantanal, não irão interferir nas visitações realizadas no local.
De acordo com a diretora-geral do Bioparque. Maria Fernanda Balestieri, a construção do novo espaço será feita por etapas, sendo que o circuito das atrações será adaptado conforme as obras forem avançando.
Ao Correio do Estado, Balestieri afirmou que a previsão de começo das obras é para o primeiro semestre de 2023, sendo que todo o cronograma será estudado junto à empresa contratada para que as atividades possam seguir normalmente durante a execução da obra.
“O cronograma vai ser feito em conjunto com a empresa contratada para não ter impacto, inclusive os museus com exposição temporária vão continuar”, destacou.
A diretora-geral ainda explicou que a intenção é fazer com que o museu interativo seja a porta de entrada para o circuito dos aquários.
Assim, quando chegar ao parque o visitante terá uma experiência imersiva sobre a biodiversidade do Pantanal e o cerrado para que então conheça as espécies que vivem nos tanques do local.
LICITAÇÃO
Foi publicada na edição desta segunda-feira (7) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul o extrato do contrato firmado entre o governo de Mato Grosso do Sul e o Estúdio Sarasa Conservação e Restauração, vencedora da licitação para a construção do museu interativo.
De acordo com o publicado, a empresa é especializada em museografia, expografia, interatividade, cenografia, arquitetura e marcenaria e todo o empreendimento está orçado em R$ 4.680.000,00.
MUSEU INTERATIVO
Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, o espaço será administrado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A programação será voltada para apresentar a natureza e diversidade do Pantanal e do Cerrado, dois biomas que fazem parte do estado.
O local será equipado com cinema 3D, que será exibido vistas aéreas do Pantanal e um mergulho no Rio Paraguai. Também terão apresentações sobre a evolução das espécies e da vida no planeta.
As exposições estarão em conformidade com as pesquisas que a comunidade científica local vem desenvolvendo ao longo dos anos.
“Será possível conceber as ideias de como se vive, há quanto tempo e como foi desenvolvida a vida no meio ambiente. Dessa forma, o trabalho será informar aos leigos como e porquê a vida no Cerrado e Pantanal adquiriu suas particularidades ao longo da evolução”, informou o governo à época dos primeiros testes cenográficos feitos no local que começava a ser construído.
A visitação também será contemplativa e os conteúdos irão variar entre os assuntos mais básicos até os estudos mais avançados.