Cidades

AO MENOS NO PAPEL

Mulher com deficiência auditiva e/ou visual, em caso de violência, tem garantia de comunicação

Lei que prevê maior acessibilidade para vítimas da Capital foi publicada hoje, em cenário que apresenta um aumento imparável dos casos de feminicídio

Ao menos no papel, a mulher com deficiência visual e/ou auditiva, em caso de violência doméstica tem garantia de acessibilidade comunicativa, segundo a Lei n. 6.952, de 18 de novembro de 2022. 

Publicada nesta segunda-feira (21), no Diário Oficial de Campo Grande, a norma assegura essa acessibilidade, especialmente no caso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Entretanto, a resolução ainda engloba o braile, e outros meios que sejam eficazes à essa figura feminina com dificuldade de comunicação, que seja vítima de qualquer crime contra mulher. 

Essas violências consideradas crimes, podem ser qualquer conduta de discriminação por ação ou omissão - pelo simples fato de alguém ser mulher -, e estão tipificadas na Lei 6.711, de 9 de novembro de 2021, no primeiro inciso do segundo parágrafo. 

Esse paráfrago, em seu terceiro inciso, classifica a acessibilidade comunicativa como a "possibilidade" ou "condição" de alcançar e usar os serviços de proteção e enfrentamento à violência doméstica e familiar por meio da comunicação, listando: 

  • A Libras;
  • O Braille;
  • Sistema de sinalização ou de comunicação tátil;
  • Caracteres ampliados; 
  • Dispositivos multimídia; 
  • Linguagem simples, escrita e oral,
  • Sistemas auditivos e os meios de voz digitalizados,
  • Meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, etc. 

Alto índice

Vale lembrar que Mato Grosso do Sul, conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), apresenta 37 feminicídios, até o momento, neste 2022. 

Importante frisar que esse total acumulado neste ano, é o maior índice de feminicídios desde que a tipologia deste crime foi instituída, em 2015. 

Neste domingo (20), Rihana - uma mulher trans de 37 anos - foi morta com pauladas na cabeça, por Juarez de Oliveira Souza, 56 anos. 

Esse crime aconteceu na manhã de ontem (20), na rua das Laranjeiras, Jardim Noroeste, após desentendimento entre o casal que, segundo vizinhos próximos, brigavam constantemente. 

Conforme a delegada títular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Dr. Elaine Cristina Benicasa, em coletiva, esse casal se conhecia há cerca de quatro meses, morando juntos há aproximadamente apenas uma semana. 

 

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