Cidades

COVID-19

Simone Tebet cobra compra de vacinas ao Ministério da Saúde

Requerimento foi entregue com oito questionamentos. Preocupação se dá após aumentos de casos no Brasil

Beatriz Feldens

22/11/2022 - 11h43

Simone Tebet, senadora pelo MDB-MS, apresentou ao Ministério da Saúde do governo Bolsonaro, um requerimento de informações sobre a compra de vacinas de segunda geração contra a Covid-19. A preocupação vem com a crescente retomada de casos no Brasil e o aumento da taxa de transmissão. 


Ao todo foram feitos oito questionamentos, que cobram os contratos para aquisição de novas vacinas; atualização dos imunizantes, com a obrigação de os fabricantes entregarem a segunda geração, para garantir proteção contra a variante ômicron do vírus SarsCov-2 e suas diferentes linhagens.

Também foi perguntado sobre inclusão no Calendário Nacional de Vacinação da imunização contra Covid-19; e sobre investimentos e parcerias o Ministério da Saúde com fabricantes nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz, a fim de que o Brasil busque a atualização das vacinas e uma eventual autossuficiência na produção do insumo.


Na justificativa do requerimento, Tebet relembrou graves erros de estratégia do governo Bolsonaro no combate à pandemia. Entre eles, a falta de estratégia para a busca precoce de insumos para a vacinação em massa e a não priorização da vacinação. 


“A incompetência e a negligência do Ministro da Saúde que ocupou o cargo durante o maior tempo desse período impediu a aquisição antecipada de doses de vacinas e atrasou a imunização, resultando em muitos óbitos que poderiam ter sido evitados”, constatou. 


A senadora destacou que especialistas recomendam a aplicação de doses de reforço da vacina para a manutenção de um cenário de segurança e a prevenção da disseminação da doença, especialmente pela detecção de novas linhagens do vírus. 


“Ainda é preciso fiscalizar a atuação do Poder Executivo quanto à política de imunização contra a covid-19, para impedirmos que o Brasil, mais uma vez, sofra com o desabastecimento desses produtos. As novas formulações foram atualizadas para incorporarem variantes mais recentes do vírus, o que é essencial para a segurança sanitária da população brasileira”. 


Em entrevistas à imprensa, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcomo tem alertado que a nova onda da Covid, com subvariantes da ômicron, precisa ser combatida com vacinas Bi-valente, para abarcar todas as variantes. Tal imunização já está ocorrendo em países europeus e nos Estados Unidos, mas ainda não chegou ao Brasil. A médica também recomenda a retomada do uso de máscaras em locais fechados.

Casos aumentam

Na última sexta-feira (18), o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgou o crescimento dos casos de Covid-19, que já correspondem a 47% dos resultados positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas.

No Mato Grosso do Sul, dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no último dia 16 deste mês, apontam que entre o dia 8 e 15 de novembro, 285 pessoas testaram positivo para Covid-19. Com isso, em média, foram 40 casos confirmados por dia no Estado.

Os municípios que mais confirmaram casos nesta última semana são Sete Quedas (118), Nova Alvorada do Sul (23), Três Lagoas (21), Corumbá (19), Dourados (16), Ponta Porã (16), Rio Brilhante (15) e Campo Grande registrou 7 novos casos. 

Desde o início da pandemia, Mato Grosso do Sul totaliza 10.848 óbitos pela doença, sendo 2 casos somados neste último boletim. 

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