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Cida Gonçalves anuncia nomes das secretárias do Ministério das Mulheres

As 4 mulheres anunciadas têm diferentes atuações na promoção de políticas públicas, defesa dos direitos das mulheres e gestão

Cauê Reis

14/01/2023 - 10h30

Com histórico na atuação política de Campo Grande e atual Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves divulgou, nesta sexta-feira (13), os nomes das secretárias nacionais que irão integrar a administração da pasta. De acordo com a divulgação, as novas integrantes do ministério têm trajetória e experiência plurais.

Além disso, as secretárias nacionais possuem diferentes atuações na promoção de políticas públicas, defesa dos direitos das mulheres e gestão, sobretudo no que diz respeito aos princípios basilares que estruturam o ministério: enfrentamento à violência, autonomia econômica e articulação institucional e participação política.

Confira os nomes e o perfil de cada uma delas:

Maria Helena Guarezi – Secretária-Executiva


 

Graduada em Matemática, com especialização em Pedagogia para o Ensino Religioso pela PUC/PR e MBA Empresarial com ênfase em Gestão Social e Desenvolvimento Sustentável. Professora em sala de aula por mais de 25 anos. 

Coordenou o Programa Incentivo à Equidade de Gênero da Itaipu Binacional por 11 anos. 

Tem trajetória na atuação sindical e, por duas gestões, participou como membro consultora em Políticas Públicas na Comissão de Estudos sobre a Violência de Gênero da OAB/PR. Foi membro do Conselho Estadual da Mulher do Paraná.

Denise Motta Dau - Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres


 

Graduada em Serviço Social e Mestra em Saúde Pública, atuou como Secretária Sub-regional da ISP - Internacional de Serviços Públicos nos últimos 5 anos. 

Dirigiu o Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho, do Ministério da Saúde. Foi Secretária Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo e diretora-executiva do Instituto Lula, onde atualmente é conselheira. 

Atuou como conselheira do Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e foi membro do Conselho Editorial da Fundação Perseu Abramo e do Conselho Diretor do Instituto Observatório Social. Foi diretora da CUT. 

Rosane Silva - Secretária Nacional de Autonomia Econômica


 

Nascida em Formigueiro-RS, é membro do Diretório Nacional do PT e atua no movimento de mulheres. 

Foi Assessora Especial do gabinete do Ministro do Trabalho e Previdência Social, no governo Dilma Rousseff, atuando na Coordenação da Política de Gênero e do Subcomitê de Igualdade de Gênero. Fez parte da Direção Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde foi Secretária Nacional de Mulheres. 

À frente da Secretaria, coordenou a campanha pela igualdade de oportunidades na vida, no trabalho e no movimento sindical e a campanha pela paridade nas instâncias da CUT.

Carmen Foro - Secretária de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política


 

Filha de agricultores familiares, nascida em Moju, nordeste do Pará. Começou sua caminhada no Sindicato de Trabalhadores Rurais, foi diretora-executiva da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado do Pará (Fetagri) assumindo a Secretaria de Mulheres Trabalhadoras Rurais e a de Políticas Sociais.

 Na CUT Nacional, compôs a direção-executiva da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), com a missão de coordenar as mulheres do campo e da floresta, liderando por duas vezes consecutivas a Marcha das Margaridas.

Foi a primeira mulher vice-presidenta da CUT e a primeira dirigente a assumir a Secretaria de Meio Ambiente. Também foi secretária-geral da CUT Nacional. Compõe a Suplência da Secretaria de Mulheres da Contag, é vice-presidenta e diretora-executiva do Instituto Observatório Social (IOS).

Trajetória na Capital

De acordo com a plataforma de Serviços e Informações do Brasil - do Governo Federal -, Aparecida Gonçalves é especialista em gênero e enfrentamento à violência contra mulheres. Além disso, é ativista de defesa dos direitos das mulheres há mais de 40 anos.

Natural de Clementina, interior de São Paulo, Cida Gonçalves construiu sua trajetória política em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde foi coordenadora do movimento popular de mulheres nas décadas de 80 e 90.

Como representante desse grupo, coordenou o processo de articulação e fundação da Central dos Movimentos Populares no Brasil.

No início dos anos 2000, foi assessora da Coordenadoria à Mulher da Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Trabalho do Estado em uma das gestões do governador Zeca do PT.

Nos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, entre 2003 e 2016, foi Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, atuando na construção da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio.

Foi uma das protagonistas da elaboração do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e do Programa Mulher Viver sem Violência, que tem como carro-chefe a Casa da Mulher Brasileira. 

Trabalhou também como consultora em políticas públicas de gênero e violência contra mulheres. Cida Gonçalves compôs a equipe de transição do novo governo Lula que fez a análise e o diagnóstico com relação às políticas direcionadas às mulheres.
 

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