Cidades

DENÚNCIA

Ministério Público denuncia mãe e padrasto de Sophia por estupro de vulnerável e homicídio

Mãe também foi denunciada por omissão de socorro, já que só encaminhou a menina à UPA aproximadamente sete horas após sua morte

Alanis Netto

09/02/2023 - 18h20

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou a mãe da pequena Sophia, Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos, e o padrasto Christian Campoçano Leitheim, 25, por homicídio triplamente qualificado, em razão da vítima ser do sexo feminino e menor de 14 anos, o que dificultou sua defesa, como circunstâncias agravantes, e estupro de vulnerável.

Stephanie também foi denunciada por omissão de socorro, já que só encaminhou a menina à Unidade de Pronto Atendimento aproximadamente sete horas após sua morte, no dia 26 de janeiro.

Agora, o Ministério Público Estadual aguarda o recebimento do Juiz.

O inquérito do caso foi concluído na última sexta-feira (3). O casal foi preso em flagrante.

Em depoimento à Polícia, Stephanie informou que Sophia costumava ficar sob os cuidados de Christian enquanto ela trabalhava, e que o padrasto utilizava violência apenas para corrigir a menina.

Ainda segundo a mãe, a menina estava com dores na barriga e vomitando desde o dia anterior, quarta-feira (25), mas que deu remédios e Sophia tinha apresentado melhora.

No fim da tarde de quinta-feira (26), Stephanie decidiu levar Sophia ao posto de saúde, já sem vida. Segundo a perícia, a menina estava morta desde as 10h, mas só foi levada ao atendimento às 17h, ou seja, 7 horas depois de seu óbito.

Segundo as profissionais que atenderam Sophia, a menina estava com a barriga inchada, hematomas pelo corpo e apresentava início de rigidez cadavérica. O laudo necroscópico confirmou a morte por um traumatismo na coluna, causado por agressão física, e apontou que Sophia também havia sido estuprada.

A polícia ainda aguarda o resultado de alguns laudos da perícia em relação ao material genético encontrado.

 

"A omissão do Estado contribuiu para a morte de Sophia"

Em entrevista ao Correio do Estado, a advogada Janice Andrade, que representa Jean Carlos Ocampo, pai da menina Sophia, afirmou que o Estado e todas as instituições de proteção à criança são responsáveis pela morte da menina, por terem cometido uma série de erros e omissões, incluindo a homofobia praticada contra o pai de Sophia, que é casado com outro homem. 

“Houve homofobia, velada, mas houve, e a omissão do Estado contribuiu para a morte de Sophia (...). As equipes que atendiam a Sophia não relataram os sinais de violência porque não queriam, já que muitas vezes as pessoas só querem fazer seu trabalho e não se envolverem, além disso a sociedade ainda vê a mãe como sagrada e acham válido agressão como forma de educar”, destacou. 

A advogada afirmou que irá ingressar com um recurso para que a mãe e o padrasto da menina respondam também por tortura. 

 

Anteriormente  


A menina já tinha 30 registros médicos em decorrência de possíveis agressões e lesões, mas os mesmos nunca foram encaminhados para a delegacia. 

Além disso, o pai da menina, já havia buscado pela guarda da filha por desconfiar dos maus-tratos, tendo feito Boletim de Ocorrência há um ano e apresentado ao Conselho Tutelar.

Segundo o Conselho Tutelar, na busca pela guarda da filha, o pai da criança tentou ficar responsável por ela. Ele foi encaminhado à Defensoria Pública e ao Conselho Tutelar, que realizou visita técnica, mas, na ocasião, a criança não tinha nenhum indício de maus-tratos. 

Nesta visita, foi constatada que a criança não tinha marcas e nem hematomas e, por ser muito pequena, não falava.

“Naquela situação que ele vivenciava, ele não tinha elementos tão concretos para realmente afirmar que a criança estava passando por violência. Então ele não solicitou medidas protetivas por não parecer necessário”, disse a delegada. 


 

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).