Após envolvimento da Força Nacional e Exército Brasileiro em Ponta Porã, o traficante de drogas Caio Bernasconi - conhecido como "fantasma da fronteira" -, preso na última terça-feira (02) pela Polícia Federal, foi transferido para Campo Grande.
Secretário municipal de Segurança Pública em Ponta Porã, Marcelino Nunes de Oliveira confirma o emprego da Força Nacional e do Exército, até mesmo através de tanques que circulavam nas ruas do município, na ideia de prevenir qualquer ataque que pudesse ser feito pelo crime organizado.
"Logicamente supondo um provável resgate, mas muito pouco se sabe dessa pessoa, porque realmente, até pelos dados policiais, ele é pouco conhecido na região. Já foi preso uma ou duas vezes em outras operações, principalmente pela Além-Mar... fora isso, pouco se falava, nem se fala dele", explica Marcelino.
Ele frisa que, obviamente, toda operação com prisão, como foi a de Caio, requer todo um cuidado especial. Com isso, foram mobilizadas equipes das polícias militar e civil; a própria guarda municipal de fronteira, além das duas forças federais já citadas.
Ainda, o secretário de segurança pública esclarece que a ação de prisão e transferência do criminoso para a Capital, foi muito rápida e de caráter sigiloso, envolvendo o resguardo do ponto onde o criminoso esteve mantido antes de ser transferido para Campo Grande.
"Foi feita uma operação pela Polícia Federal, que teve todo o cuidado de fazer uma proteção no perímetro do prédio da PF, os outros órgãos foram alertados, mas provavelmente ele pode ter sido transferido no mesmo dia para Campo Grande", pontua.
Entenda
Foragido desde 2015, Caio "o fantasma" Bernasconi acumulou mandados de prisão expedidos por São Paulo, Pernambuco. Ele foi preso nesta terça-feira (02) em Ponta Porã.
Conforme a Polícia Federal, Caio chegou a ser preso em 2020 na megaoperação Além-Mar, da PF do Pernambuco, apontado como responsável por atravessar carregamentos de cocaína do Paraguai e também por enviar a droga em contêineres de fruta destinados à Europa.
Vale ressaltar, como bem aponta o secretário, que a estrutura de segurança montada para a operação em Ponta Porã já foi dissipada.
Ainda segundo a PF, em detalhes da Além-Mar, o modus operandi da quadrilha foi esclarecido, sendo dividido em três fases:
- Internação: da cocaína pela fronteira com o Paraguai e armazenamento no interior de São Paulo;
- Transporte interno: da droga para as regiões de embarque marítimo e armazenamento em galpões; e
- Transporte internacional: mediante embarque da droga em navios de carga (contaminação de contêineres) ou veleiros.
"Quando se fala de uma grande figura de tráfico da fronteira, pouco se ouviu falar da atuação dele, principalmente entre os meios policiais. Tudo por questão de segurança, que ele é considerado uma pessoa chave nessa questão do tráfico de fronteira, ligando ao tráfico internacional", finaliza Marcelino.