O estudante Willian Junior Moraes Guimarães, 25 anos, que causou um acidente com morte, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, durante audiência de custódia.
O acidente aconteceu na noite de domingo (14), no cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Rua Dr. Paulo Machado, em Campo Grande.
Willian estava bêbado, em alta velocidade e avançou o sinal vermelho, colidindo com outro veículo, que seguia pela preferencial. Na batida, Ângela Maria Santos Vieira, 27 anos, namorada de Willian e que era passageira do veículo, morreu.
Na audiência de custódia, a defesa de Willian pediu a concessão da liberdade provisória, alegando que o ele tem condições favoráveis e que a prisão preventiva seria “desproporcional”, requerendo a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, indicando a prisão domiciliar.
O juiz afirma que, pelas condições em que se deu o acidente, como a negativa do acusado em não realizar o teste de alcoolemia, a ultrapassagem em sinal vermelho e o excesso de velocidade, que resultou na morte de uma pessoa e lesões em duas outras vítimas, não é recomendável a concessão da liberdade provisória.
“Ressalto que diferentemente do que alega a defesa, desproporcional seria conceder a liberdade provisória neste ato, em que concomitantemente uma das vítimas está sendo velada e sobre as outras duas não se tem notícias de seu estado de saúde, de modo que infiro não ser prudente nem recomendável a concessão de medidas cautelares mais brandas”, diz a decisão.
Dessa forma, e por haver, em tese, prova da materialidade e indícios de autoria, o magistrado converteu a prisão em flagrante em preventiva “para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, bem como o perigo gerado pelo estado de liberdade”.
O motorista já estava preso desde o dia do acidente, tendo em vista que não foi arbitrada fiança pelo delegado de Polícia Civil.
O acidente
Câmeras de segurança registraram o momento da batida, que aconteceu por volta das 22h. (Veja o vídeo abaixo).
O casal Willian e Angela estavam em um veículo Jetta, que tinha um outro homem como passageiro, e trafegava pela rua Dr. Paulo Machado.
No cruzamento com a Avenida Mato Grosso, Willian furou o sinal vermelho e bateu em um Tracker, que seguia pela avenida.
Com o impacto da batida, o Jetta foi arremessado, subiu no canteiro da Mato Grosso, derrapou sobre a pista e só parou ao bater no muro de uma clínica médica.
Angela teve uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros com manobras de reanimação, mas não resistiu e morreu no local. Os demais ocupantes do carro sofreram ferimentos considerados leves.
No Tracker estavam duas mulheres, sendo a motorista socorrida com suspeita de fratura no braço e a passageira com ferimentos leves.
Conforme boletim de ocorrência, Willian apresentava diversos sinais de embriaguez, como hálito etílico, dificuldade de equilíbrio e locomoção, fala desconexa, olhos avermelhados e vestes descompostas. Além disso, no carro foram encontradas várias garrafas de cerveja.
O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas afirmou que estava desde às 17h30 bebendo com os amigos em uma conveniência na Rua Antônio Maria Coelho, onde ficaram por mais de quatro horas, saindo às 21h50.
Perícia feita no local indica, preliminarmente, que o veículo estaria trafegando acima da velocidade permitida na via.
William foi preso em flagrante e autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, por conduzir veículo automotor sob a influência de álcool, e lesão corporal culposa.