Após reunião entre a Santa Casa, o Ministério Público Estado de Mato Grosso do Sul e as secretarias de Saúde municipal e estadual, o hospital decidiu arcar por conta própria com os valores necessários para manter o serviço de neurocirurgia funcionando no local.
Em nota, a entidade destaca que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) chegou a apresentar uma proposta de auxílio, contudo, o valor oferecido não é o suficiente para pagar as necessidades do setor.
Ainda de acordo com a nota, a pasta estadual de Saúde nem chegou a apresentar qualquer proposta de ofício. Conforme o informado pelo Diretor Técnico da Santa Casa, William Leite Lemos, o governo de MS “ deixou implícito que, caso colaborasse, precisaria interromper o pagamento de outros serviços”.
A Santa Casa reconhece que não possui os recursos para realizar as adequações reivindicadas pelos médicos contratados que atuam no setor de neurocirurgia, mas, irá viabilizar formas de arrecadar a quantia necessária.
Ao Correio do Estado, o hospital informou que o valor não será informado e as melhorias serão feitas por meio de um acordo contratual.
Ainda de acordo com o publicado no Correio do Estado, os médicos que trabalham como neurocirurgiões reivindicaram melhorias no setor, bem como a contratação de mais médicos. Os profissionais alegam que há sobrecarga de trabalho e falta de materiais no setor.
Em uma reunião anterior, foi solicitado que o corpo clínico continuasse com os atendimentos normalmente até se encerrar o prazo para as negociações, no dia 19 de junho. Caso a melhoria no contrato não acontecesse, os profissionais deixariam a instituição.
O hospital também informou que no dia 9 de junho foi enviado um ofício para a Sesau solicitando um complemento contratual no incentivo na produção cirúrgica, bem como a disponibilização de mais três profissionais da área para que o hospital alcançasse o número de 10 médicos para o serviço de neurocirurgia.
Durante a reunião, a Sesau fez uma proposta de incremento, mas, por ser parcial, a Santa Casa afirmou que o valor não era suficiente para suprir as necessidades. A quantia oferecida não foi informada.