Alvo de polêmicas e desavenças com a classe artística, o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande já está sendo executado. De acordo com a titular da Subsecretaria de Gestão e Projetos Estratégicos (Sugepe), Catiana Sabadin, no momento está sendo planejada a parte de estrutura e governança administrativa, etapa que está sendo executa por meio dos recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Ao Correio do Estado, Catiana adiantou que nesta fase também está sendo realizada toda parte documental e o estudo de viabilidade do local onde será instaldo o Parque. A prefeitura ainda pontuou que, apesar de estar incluso no escopo, não há certeza de que a estrutura do Centro Municipal de Belas Artes está inclusa no projeto.
"Sendo assim, a previsão da Prefeitura é lançar o Parque em um espaço provisório no segundo semestre, até que o recurso seja viabilizado, assim como os projetos e contratações das obras de requalificação definitiva para o complexo.", informou.
Orçado em R$ 91 milhões, o projeto conta com o financiamento do Ministério do Desenvolvimento Regional por meio do Programa Pró-cidades.
A subsecretaria ainda apontou que, além de uma possível inclusão do Belas Artes, o projeto também prevê a revitalizaçãi da Esplanada Ferroviária e a Rotunda.
"Estamos falando de um complexo de inovação, turístico e cultural, o que também inclui o Belas Artes como um local de inovação."
Alvo de polêmicas com a classe artística de Campo Grande, o Armazém Cultural, que foi cogitado para abrigar uma Estação Digital que teria apenas uma parcela para apresentações culturais, será direcionado na sua totalidade para os artistas da Capital.
Para garantir o lançamento da obra ainda este ano, a prefeitura irá lançar edital para a contratação de especialistas em tecnologia para atuarem no direcionamento da montagem das estruturas do complexo.
A licitação ainda não tem data para ser lançada, mas a prefeitura garante que toda a montagem do complexo será realizada no primeiro semestre de 2024.
O recurso inicial de R$ 7 milhões vieram da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O PROJETO
Além de proporcionar uma revitalização para a Esplanada Ferroviária e Rotunda, o projeto ainda prevê a reforma das incubadoras municipais do Mário Covas e do Santa Emília, cujo investimento será de R$ 1,6 milhão.
No complexo da Rotunda da Ferroviária, será feito um Museu Interativo para contar a história da Ferrovia Noroeste do Brasil, cuja exposição contará com textos e instalações multimídia.
*Matéria alterada para correção de informações às 13h55