Após décadas de transtornos com enchentes e erosões na Avenida Ernesto Geisel, o governo federal incluiu no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) obras que prometem resolver esses problemas em toda a via que margeia o Rio Anhanduí. O projeto prevê que a revitalização será feita até a Avenida Campestre, no fim da via pavimentada.
Esse trecho havia sido abandonado pela Prefeitura de Campo Grande na gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad, que havia reduzido o projeto para ser finalizado no cruzamento com a Avenida Manoel da Costa Lima.
O projeto inicial, feito em 2011, quando o prefeito era o atual senador Nelsinho Trad, previa a construção de paredões de gabião no trecho do rio entre a Rua Santa Adélia e a Avenida Manoel da Costa Lima.
A partir dali a ideia era que até a Avenida Campestre fosse feito um serviço de controle do canal do rio, com escadarias, dissipadores e obras pontuais para controle de águas da chuva, para evitar que o extravasamento chegasse aos bairros e causasse enchentes.
Além disso, esse projeto também previa o recapeamento da avenida e a instalação de áreas de convivência, com quadras de esportes, pista de caminhada e ciclovia. A via é uma importante ligação do Centro com a região sul da Capital.
Todos esses adendos, no entanto, ainda não estão confirmados, porque, segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, para isso seriam necessários R$ 150 milhões, valor que foi solicitado ao governo federal, mas a confirmação da inclusão no pacote da União ocorreu há 12 dias e ainda não há confirmação dos valores que serão destinados para as obras.
O que está certo, no entanto, é que a parte do projeto que prevê o controle de enchentes e erosões será concluído neste trecho.
Com isso, o projeto deve contemplar uma extensão de 7,5 quilômetros de melhorias na Avenida Ernesto Geisel, da Rua Santa Adélia (onde as obras já foram concluídas) até a Rua Campestre, onde a via passa a se chamar Thyrson de Almeida. O prazo para início do projeto não foi divulgado.
OBRAS
A primeira licitação para melhorias na Avenida Ernesto Geisel foi lançada em 2012, mas foi paralisada no ano seguinte, na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal. Em 2017, quando Marquinhos Trad era o chefe do Executivo municipal, nova licitação foi lançada para obras no trecho da Rua Santa Adélia até a Rua do Aquário.
Porém, seis anos depois, a obra ainda não foi concluída, em razão de atrasos nos repasses do governo federal e também porque uma das empresas vencedoras, a Dreno Engenharia, desistiu da obra.
A relicitação do trecho entre as ruas Bom Sucesso e do Aquário foi publicada pela prefeitura em julho deste ano, e as empreiteiras podem apresentar propostas até terça-feira (29).
OUTROS COMPLEXOS
Além da Avenida Ernesto Geisel, o novo PAC também contemplará obras de contenção de enchentes nos complexos do Cabaça e Areias.
Segundo a Prefeitura de Campo Grande, o projeto do Córrego Cabaça deve contemplar intervenções nos bairros Vila Progresso, Vila Paranaense, Jardim TV Morena, Jardim Vilas Boas e Jardim Mansur. Já o complexo Areias-Cabaça prevê obras no Jardim Marcos Roberto.
PAC PARA MS
Para Mato Grosso do Sul, o total investido por meio do novo PAC será de R$ 44,7 bilhões, dos quais o montante de R$ 1,8 bilhão será destinado para a construção de habitações por meio do Minha Casa, Minha Vida. Os projetos contemplados também incluem obras de contenção de enchentes e drenagem, além de esgotamento sanitário em vários municípios no interior do Estado.
O PAC também prevê outras intervenções importantes, como a retomada e a conclusão de obras de escolas municipais de Educação Infantil (Emeis) que estão paralisadas em Campo Grande.
Além disso, o PAC também promete enviar recursos para obras no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e a conclusão do setor de radioterapia no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, assim como a ampliação da capacidade do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
A Capital receberá recursos para cultura e pesquisa, além de investimento para conclusão e concessão do Aeroporto Internacional de Campo Grande.
SAIBA
A prefeitura abriu licitação para contratar empresa para concluir as obras no Rio Anhanduí. O valor máximo previsto é de R$ 19.716.493,54.